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Correio da Manhã

Portugal
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Laranjeiras polémicas retiradas da Baixa farense

Cerca de três dezenas de floreiras com laranjeiras foram retiradas nos últimos dias, por ordem da Câmara de Faro, das principais artérias da Baixa da cidade. A colocação das árvores, que representou um investimento de cerca de 430 mil euros, fora executada pelo antigo executivo liderado por José Vitorino, tendo gerado forte polémica na altura devido à “falta de estética” dos equipamentos.
19 de Janeiro de 2007 às 00:00
A rua de Santo António, a principal da capital algarvia, ficou sem nenhuma floreira
A rua de Santo António, a principal da capital algarvia, ficou sem nenhuma floreira FOTO: Teixeira Marques
José Vitorino, actual vereador na oposição, que ontem criticou a decisão da autarquia, revelou ao CM que o investimento referente à aquisição de 850 laranjeiras instaladas em diversas zonas da cidade “foi praticamente suportado por fundos comunitários” (na ordem dos 70 a 80%).
“Deixaram aquilo ao abandono, o que está dentro da política de destruição deste executivo em relação a tudo o que encontraram feito”, acusa o autarca, que justifica a aposta nas laranjeiras, por serem a árvore da região e “ajudarem a combater o betão às carradas que tem sido política dos executivos socialistas na Câmara de Faro”.
João Marques, vereador da Câmara de Faro, explicou ao CM, que a recolha das floreiras das principais ruas da Baixa ficou a dever-se a “reclamações feitas por comerciantes, que se queixavam da má localização do equipamento, prejudicando a mobilidade”. O mesmo responsável adiantou ainda que algumas árvores já apresentavam um aspecto degradado pelo que tiveram de ser retiradas da via pública.
O vereador da Câmara de Faro garante no entanto que as floreiras retiradas, bem como as cerca de 200 que estão armazenadas, “vão para outros locais, como o cais comercial, e instituições que as requisitaram”.
João Margarido, presidente da Associação dos Comerciantes da Baixa de Faro, aplaude a intervenção do actual executivo, afirmando que “ aqueles caixotes tinham mau aspecto e só serviam como depósito de lixo”.
DEPOIMENTOS
"NÃO ESBANJEM O NOSSO DINHEIRO" (Vitalina Gonçalves, Comerciante)
“Tenho dúvidas sobre o bom gosto das floreiras, mas se gastaram tanto para adquiri-las, espero que agora não esbanjem o nosso dinheiro. Só é pena que não se lembrem também dos comerciantes da rua Ferreira Neto, que, no Natal, não tiveram direito a tapete nem lâmpadas.”
"EMBELEZAVAM A ZONA COMERCIAL" (Ernesto Silva, Reformado)
“Sou contra, pois as floreiras embelezavam a cidade. A falta de civismo de algumas pessoas transformaram-nas em caixotes de lixo, mas a solução não passava por retirá-las. A cidade já é conhecida por ser das mais sujas e agora ficou pior.”
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