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Correio da Manhã

Portugal

Lavagem de dinheiro ignorada

Os principais arguidos do processo Passerelle, que estão a ser julgados no Tribunal de Leiria por crimes de tráfico de mulheres, chegaram a ser investigados por suspeita de branqueamento de capitais, mas as diligências foram abandonadas por serem “muito morosas e complexas”.
2 de Fevereiro de 2008 às 00:30
“Havia indícios de lavagem de dinheiro, só que seria muito moroso investigar milhares de documentos” e o Ministério Público deixou cair a tese do branqueamento, disse ontem um perito em contabilidade da Polícia Judiciária.
Segundo a testemunha, foram detectados vários depósitos bancários em cheques, cuja importância era levantada no mesmo dia, em numerário.
Com este procedimento, verificado com mais incidência na conta de Vítor Trindade (o fundador da cadeia da clubes de striptease Passerelle e um dos principais arguidos), perdia-se o rasto do dinheiro.
“Não encontrámos justificação para a maioria dos levantamentos nem descobrimos o destino do dinheiro”, revelou o investigador.
Depois do Tribunal da Relação de Coimbra ter pedido para analisar o recurso do Ministério Público, relativo à separação dos crimes fiscais dos crimes comuns, o Tribunal de Leiria decidiu não continuar com a produção de prova até haver um acórdão da instância superior.
A data das audiências foi alterada por forma a evitar a anulação dos actos já realizados, mas as próximas sessões servirão apenas para informar os arguidos das declarações prestadas pelas testemunhas durante o julgamento.
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