Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

Lei vai pôr pirotecnia na ordem

A Associação Portuguesa dos Industriais de Pirotecnia (APIP) vai solicitar ao novo Governo a revisão da lei que define a propriedade das áreas de segurança das fábricas e que obriga todos os industriais a entregarem os alvarás à PSP em meados do próximo mês de Maio.
10 de Março de 2005 às 00:00
“Dos cerca de cem industriais existentes, só uns vinte receberão o alvará de volta e poderão continuar a trabalhar”, disse ao CM António Rodrigues, um dos responsáveis da APIP, referindo que, “ao nível da segurança, a lei contém exigências infundadas”.
“Obrigar todas as fábricas a serem proprietárias dos terrenos que formam o perímetro de segurança obrigatório (mínimo de 60 metros), vai levar ao encerramento da maior parte das oficinas”, disse este responsável, lembrando que “muitas fábricas têm mais de 50 anos e estão rodeadas por terrenos de servidão que não podem ser isolados nem adquiridos”.
De resto, os próprios responsáveis da secção de explosivos da PSP defendem a alteração do regulamento, alegando que “a questão da propriedade pode não ser determinante em termos de segurança”.
O eventual encerramento de cerca de oitenta das cem fábricas de pirotecnia existentes em Portugal significa o fim de mais de mil postos de trabalho.
Para além disso, diz a APIP, é bem natural que não haja foguetes em muitas das romarias do próximo Verão.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)