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Correio da Manhã

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Leitura do acórdão de alegado etarra adiado para depois de almoço

O colectivo de juízes do Tribunal das Caldas da Rainha rejeitou esta sexta-feira o requerimento da defesa do alegado etarra Andoni Zengotitabengoa Fernandez, que pedia para serem ouvidas mais 13 testemunhas, e adiou a leitura do acórdão para as 15h00. A manhã desta sexta-feira ficou também marcada por cerca de três dezenas de familiares e amigos de Andoni Zengotitabengoa Fernandez, que se concentraram, empunhando cartazes de apoio, junto ao Tribunal das Caldas da Rainha.
6 de Janeiro de 2012 às 10:06
Amigos do alegado etarra Andoni Zengotitabengoa Fernandez exibem cartazes com a sua imagem, à entrada do Tribunal das Caldas da Rainha, onde está marcada para a manhã desta sexta-feira a leitura do acórdão
Amigos do alegado etarra Andoni Zengotitabengoa Fernandez exibem cartazes com a sua imagem, à entrada do Tribunal das Caldas da Rainha, onde está marcada para a manhã desta sexta-feira a leitura do acórdão FOTO: CARLOS BARROSO / LUSA

"Não se vislumbra qual seria a utilidade da audição dessas pessoas como testemunhas", considerou o presidente do colectivo, Paulo Coelho, durante o despacho de indeferimento, sustentando que "todos os factos que constituem objecto do processo foram exaustivamente discutidos durante as audiências".

O pedido para a audição de mais 13 testemunhas, entre as quais Newton Parreira (Comandante Geral da GNR) e Almeida Rodrigues, director da Polícia Judiciária, foi apresentado pelo advogado de Andoni Zengotitabengoa, na sequência da alteração da qualificação jurídica dos crimes de que ia acusado.

 

Apoiantes à entrada do Tribunal

Os apoiantes estiveram concentrados na escadaria da câmara municipal até às 09h30,altura em que se deslocaram para as traseiras do tribunal, por onde, antes das 10h00, Andoni Zengotitabengoa Fernandez entrou no tribunal.

Os manifestantes, que empunham cartazes com palavras de ordem, adiantaram à Lusa que irão entregar, no final da sessão, um comunicado denunciando as "más condições" a que Andoni está sujeito na prisão de Monsanto e as "farsas" que se têm verificado no julgamento.

A leitura do acórdão do alegado etarra está marcada para as 10h00, mas antes o colectivo deverá pronunciar-se sobre um pedido da defesa para serem ouvidas mais 13 testemunhas.

Além de elementos da GNR e da Polícia Judiciária ligados às buscas na casa de Óbidos, a defesa quer chamar a depor Newton Parreira (Comandante Geral da GNR) e Almeida Rodrigues, director da PJ.

Andoni Zengotitabengoa Fernandez, que habitou uma casa em Óbidos onde foram descobertos 1.500 quilos de explosivos, começou a ser julgado no Tribunal de Caldas da Rainha a 13 de Setembro por dois crimes de furto qualificado, nove de falsificação e um de detenção de arma proibida, todos com vista à prática de terrorismo, e ainda um crime de resistência e coacção sobre funcionário  

O MP pediu, durante as alegações finais, o agravamento da acusação para o crime de apoio e adesão a organização terrorista (punido com uma pena até 15 anos de prisão) e a condenação do arguido, em cúmulo jurídico, "a uma pena elevada".  

A audiência vai decorrer rodeada de fortes medidas de segurança, com o bloqueio das comunicações móveis dentro do tribunal e restrições ao trânsito e estacionamento na zona circundante até às 20h00.

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