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Correio da Manhã

Portugal
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Leonor Cipriano: Julgamento prossegue

Prossegue esta quinta-feira no Tribunal de Faro o julgamento dos inspectores da Polícia Judiciária (PJ) acusados, entre outros crimes, de terem agredido Leonor Cipriano, na sequência da investigação ao desaparecimento da sua filha Joana, em 2004.
27 de Novembro de 2008 às 09:06
As marcas no corpo de Leonor estão sob investigação
As marcas no corpo de Leonor estão sob investigação FOTO: d.r.

O Ministério Público acusa três inspectores do crime de tortura, outro de não ter prestado auxílio e omissão de denúncia e um quinto de falsificação de documento. Um dos arguidos é Gonçalo Amaral, ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PJ de Portimão, que esteve envolvido nas investigações dos desaparecimentos de Joana Cipriano e de Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida no Algarve em 2007.

 

A quinta sessão do julgamento, que decorreu dia 24 de Novembro, ficou marcada pelos depoimentos de um psicólogo e de um perito informático, duas testemunhas arroladas pela defesa dos arguidos.

 

O psicólogo Paulo Sargento referiu em tribunal que Leonor “tem características psicopáticas e propensão para o suicídio”, classificando-a no processo como “agressiva, desregrada de valores, dissimulada e que não se preocupa com a verdade”.

 

Por sua vez, o especialista em informática admitiu que as fotografias tiradas a Leonor Cipriano com marcas de hematomas em várias partes do corpo podiam ter sido manipuladas.

 

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