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Correio da Manhã

Portugal
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Leva 15 anos por matar ex-namorada com 23 facadas

João Pedro, que aos 29 anos assassinou com 23 facadas Carla Sofia, a ex-namorada, em Novembro de 2009, foi ontem condenado a 15 anos e meio de cadeia pelo Tribunal de Castelo Branco – e está ainda obrigado a indemnizar a família da vítima, que perdeu a vida aos 28 anos, em 140 mil euros. Uma pena que os familiares e amigos de Carla Sofia consideram ser "demasiado leve".
24 de Março de 2011 às 00:30
João Pedro, homicida de Carla Sofia, foi insultado por populares à saída do tribunal. Polícia teve de intervir para evitar agressões
João Pedro, homicida de Carla Sofia, foi insultado por populares à saída do tribunal. Polícia teve de intervir para evitar agressões FOTO: Edgar Martins

No final da leitura do acórdão, o público manifestou o seu desagrado ainda dentro da sala de audiências e acusou o tribunal de "proteger assassinos", o que levou a juíza Maria João Lopes a interromper a sessão por minutos. José Martins, pai da vítima de homicídio, era o mais inconformado e foi conduzido para fora da sala pela polícia enquanto gritava na direcção da magistrada: "Isto é uma vergonha!".

O acórdão também surpreendeu os advogados da família. Pedro Fernandes afirmou "que terá de o examinar melhor", mas "provavelmente a acusação elaborada pelo Ministério Público poderá ter alguma deficiência". Na leitura do acórdão, a própria juíza sugeriu que a pena era branda, tendo em conta a natureza do crime - mas justificou-a com "a forma como a acusação apresentou o caso".

João Pedro foi condenado por homicídio simples, crime que prevê uma pena até 16 anos de prisão, quando os advogados da família esperavam uma condenação por homicídio qualificado, que poderia ir até aos 25 anos de prisão efectiva.

O crime ocorreu a 14 de Novembro de 2009, quando João Pedro, movido pelos ciúmes, se deslocou de Coimbra a Castelo Branco, esperou pela ex-namorada à porta da sua casa e matou-a com 23 facadas. Feriu ainda José Martins, quando este tentava socorrer a filha. O Tribunal não deu como provado que tivesse agido de forma premeditada para matar e considerou como atenuante o facto de estar diagnosticado com depressão grave.

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