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Correio da Manhã

Portugal
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Leva 17 anos por matar a tiro em noite de festa

Ricardo Dias, 44 anos, matou Augusto Durães, de 34, com dois tiros na cara. Arma nunca foi localizada.
Fátima Vilaça 15 de Maio de 2019 às 01:30
Ricardo Dias foi condenado a 17 anos de prisão por um homicídio em Cabeceiras de Basto
Augusto Durães foi assassinado com dois tiros na cabeça
Augusto Durães, a vítima
Tribunal de Guimarães
Ricardo Dias foi condenado a 17 anos de prisão por um homicídio em Cabeceiras de Basto
Augusto Durães foi assassinado com dois tiros na cabeça
Augusto Durães, a vítima
Tribunal de Guimarães
Ricardo Dias foi condenado a 17 anos de prisão por um homicídio em Cabeceiras de Basto
Augusto Durães foi assassinado com dois tiros na cabeça
Augusto Durães, a vítima
Tribunal de Guimarães
A irmã de Augusto Durães não conseguiu controlar-se e, num grito abafado pelas lágrimas chamou "assassino" a Ricardo Dias, esta terça-feira, assim que o viu entrar algemado na sala de audiências do Tribunal de Guimarães.

O arguido, 44 anos, acusado de matar com dois tiros no rosto o homem de 34 anos, a 8 de julho do ano passado, após uma rixa na festa Rua Branca, em Arco de Baúlhe, Cabeceiras de Basto, foi esta terça-feira condenado a 17 anos de prisão pelo homicídio.



Ricardo Dias tentou convencer o coletivo de juízes de que os tiros foram acidentais, mas o tribunal não teve dúvidas de que o arguido quis matar Augusto Durães.

"Bem sabia que ao disparar na direção da cara da vítima, a uma distância de apenas um metro, iria tirar-lhe a vida", sublinhou a presidente do coletivo de juízes do Tribunal de Guimarães ontem, na leitura do acórdão.

A versão que Ricardo Dias contou em julgamento era diferente. Disse que sentiu receio ao ser ameaçado pela vítima e que foi até ao carro buscar a arma, apenas para se defender.

Quanto aos disparos, afirmou que a sua intenção era apenas "atirar para o ar", mas que devido à doença neurológica de que padece, não conseguiu controlar os movimentos do braço.

Versão que não convenceu, no entanto, o coletivo, que destacou o facto de o arguido ter-se escondido após o crime e de se ter desfeito da pistola calibre 6.35 que, até hoje, não foi encontrada.

Ricardo Dias foi condenado por homicídio agravado e posse ilegal de arma.
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