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Leva 19 anos por matar e desfigurar a mulher com recurso a tijolo

António Fernandes desfez a cabeça de Arminda Domingues. Crime ocorreu em Ansião.

31 de maio de 2019 às 01:30

O homem de 57 anos que matou a mulher, de 49, com dois bocados de tijolo, desfazendo-lhe a cabeça e desfigurando-a, foi esta quinta-feira condenado pelo Tribunal de Leiria a 19 anos de prisão, por homicídio qualificado, e a indemnizar em 50 mil euros a filha, estudante universitária.

O crime ocorreu em abril do ano passado, na residência do casal, em Ansião, na sequência de um desentendimento motivado pelos ciúmes doentios do homicida, que é surdo, tal como a vítima, Arminda Domingues.

Na leitura do acórdão, que foi acompanhada por uma intérprete em língua gestual, o juiz presidente do coletivo disse que o arguido, António Fernandes, "não se limitou a tirar a vida à mulher, que esperava dele amor, carinho e proteção, também tirou a vida emocional a outra pessoa. A sua filha perdeu a mãe e nenhum filho deve perder a mãe desta forma".

O arguido apresentou uma contestação por escrito, na qual dizia que só estava a defender-se porque a vítima o tinha ameaçado, mas em julgamento assumiu o homicídio e explicou como tudo se passou.

António Fernandes tinha ciúmes, porque pensava que a mulher tinha uma relação extraconjugal, o que não se provou.

Após matar a mulher com dois bocados de tijolo que apanhou do chão, foi entregar-se à GNR.

"Uma pessoa quando está zangada sai de casa, vai ao café beber uma água ou um chá, não vai desfazer a cabeça da outra pessoa, desfigurando-a", disse o juiz, salientando que não foi uma "mera agressão".

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