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Correio da Manhã

Portugal
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Leva 22 anos por executar o noivo

"Matar alguém com quem se vive é de demasiada frieza, é algo especialmente perverso. Ao longo do julgamento não me restou qualquer dúvida de que vocês os dois mataram Luís Neves e depois esconderam o corpo para não serem responsabilizados pelo crime." O juiz do Tribunal Judicial de Setúbal não poupou Sónia Viegas por ter assassinado, com a ajuda do amante, Paulo Silva, o noivo com um tiro na cabeça – foram condenados, ontem, a 22 e 20 anos e meio, respectivamente.

19 de Março de 2011 às 00:30
Sónia Viegas, com um lenço preto na cara, à saída da carrinha celular à porta do Tribunal de Setúbal
Sónia Viegas, com um lenço preto na cara, à saída da carrinha celular à porta do Tribunal de Setúbal FOTO: Carlos Santos/A-gosto.com

Os factos remontam a 6 de Abril do ano passado, quando Sónia foi incapaz de perdoar a traição do noivo com uma colega de trabalho. Com a ajuda de Paulo, com quem também mantinha uma relação amorosa, assassinou Luís Neves. Primeiro drogaram-no com éter e depois deram-lhe um tiro na cabeça. No final levaram o cadáver para a serra da Arrábida, onde o esconderam em arbustos.

Logo na primeira sessão de julgamento, Sónia Viegas disse que o crime tinha sido cometido por Paulo e que foi ameaçada. "É completamente descabida a ideia de que não sabia de nada. Não houve quaisquer ameaças e no fundo considero irracional a explicação que deu para justificar o crime", continuou o juiz.

Os familiares de Sónia e Paulo não conseguiram controlar as lágrimas ao ouvir a sentença. Um dos irmãos de Luís Neves disse que "estava à espera da pena máxima – 25 anos". Os arguidos vão ter de pagar 253 mil euros de indemnização à filha de Luís, de sete anos.

SETÚBAL HOMICÍDIO JULGAMENTO
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