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Correio da Manhã

Portugal

LEVOU CORPO À GNR

Um comerciante de 57 anos confessou ter morto com um tiro na cabeça a ex-companheira, uma empregada de escritório de 35 anos, entregando-se à GNR das Caldas da Rainha, com a vítima dentro do carro que conduzia e que parou em frente ao posto.
27 de Novembro de 2002 às 00:00
Motivos passionais e um eventual diferendo envolvendo somas de dinheiro avultadas estarão na origem do crime, ocorrido ontem de madrugada.

Era quase uma hora da madrugada quando João Pascoal, divorciado, natural e residente em Rio Maior, se dirigiu ao quartel da GNR das Caldas da Rainha e deu conhecimento que tinha disparado sobre Helena Morais, solteira, natural de Rio Maior e com última residência conhecida em A-dos-Cunhados, Torres Vedras.

Presume-se que a vítima morou nos últimos tempos nas imediações das Caldas da Rainha, para fugir às investidas do ex-companheiro, mas a residência é desconhecida das autoridades.

A arma utilizada por João Pascoal, uma pistola de calibre 6.35 mm, legalizada, foi apreendida pelas autoridades. O indivíduo foi detido e chamadas uma ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). Os médicos prestaram os primeiros socorros à vítima, que viria a falecer a caminho do Hospital das Caldas da Rainha, disse um informador policial.

A mulher terá tido um relacionamento amoroso com o homicida confesso, mas o casal estava a atravessar um período de discórdia que levou ao afastamento e agravamento das relações entre ambos. Helena Morais chegou a fazer participações à GNR de Rio Maior e de Torres Vedras, relatando alegadas perseguições e ameaças proferidas pelo ex-companheiro, matéria que foi investigada pelas autoridades policiais.

Na noite de segunda-feira, João Pascoal terá sequestrado a mulher, pelas 20h00, quando ela regressava a casa do trabalho. Com a suposta ajuda de outros indivíduos, cuja identidade está a ser apurada pelo Ministério Público do Tribunal das Caldas da Rainha, terá sido provocado um acidente em Torres Vedras, envolvendo o carro de Helena Morais. Quando esta preenchia a participação do sinistro, foi levada para o interior de uma viatura e conduzida até João Pascoal, que desta forma iludiu a vigilância das autoridades policiais.

O alegado sequestro viria a culminar com a morte de Helena Morais, desconhecendo-se os passos dados pelo casal desde a noite de segunda-feira até à altura do crime. A única informação que existe é que a GNR de Torres Vedras foi alertada para o desaparecimento da mulher, tendo sido efectuadas diligências pela GNR e pela PJ para a localizar, mas sem sucesso. O corpo foi encontrado numa viatura da firma do comerciante, depois dele confessar o crime.
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