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Correio da Manhã

Portugal
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“Li gastava 600 a 800 euros por noite”: Arguido diz que empresário chinês era cliente de clube de strip

Nuno Marques afirmou que estava a trabalhar na noite do fogo mortal.
Manuel Jorge Bento 30 de Setembro de 2020 às 08:32
Chenglong Li era proprietário do edifício da rua Alexandre Braga, no Porto, onde ocorreu o incêndio mortal
Nuno Marques, também arguido, trabalhava no clube Mask, na zona industrial do Porto
António Gonçalves, 55 anos, morreu carbonizado no incêndio
Chenglong Li era proprietário do edifício da rua Alexandre Braga, no Porto, onde ocorreu o incêndio mortal
Nuno Marques, também arguido, trabalhava no clube Mask, na zona industrial do Porto
António Gonçalves, 55 anos, morreu carbonizado no incêndio
Chenglong Li era proprietário do edifício da rua Alexandre Braga, no Porto, onde ocorreu o incêndio mortal
Nuno Marques, também arguido, trabalhava no clube Mask, na zona industrial do Porto
António Gonçalves, 55 anos, morreu carbonizado no incêndio
Nuno Marques, acusado de ser um dos autores do incêndio num prédio da rua Alexandre Braga, no Porto, que matou António Gonçalves, a 2 de março de 2019, confirmou no primeiro interrogatório que Chenglong Li - empresário chinês proprietário do imóvel - era cliente assíduo do clube de strip Mask. "Se não ia lá todas as noite, pelo menos cinco vezes por semana ia. Sozinho gastava 600 a 800 euros por noite. Acompanhado eram 1200 ou 1500", indicou o gerente daquele estabelecimento de diversão noturna.

As primeiras declarações foram ouvidas em julgamento, no Tribunal de S. João Novo, a pedido do Ministério Público. Nuno Marques confirma que esteve, a 9 de fevereiro de 2019, com o arguido Alberto Abreu, na casa do fogo. Hugo Tavares, arguido e amigo de Chenglong Li, abriu a porta do prédio. Disse que só soube do fogo "quando a PJ ligou" e que, na noite do incêndio, esteve a trabalhar no Mask.

Licenciado em Gestão Hoteleira e ex-funcionário da United Airlines, Nuno Marques afirmara que os dois mil euros que recebeu de Chenglong Li foram para arranjar o carro com o qual tivera um acidente. "Ele disse-me ‘Gasto dinheiro estupidamente na noite e, assim, ajudo-te’." Já questionado se o proprietário seria capaz de engendrar um esquema para expulsar a família, disse: "Não sei. Com o chinês é tudo a ganhar ou tudo a perder."

Nas últimas sessões foram ouvidos os dois irmãos da vítima mortal e o casal que morava no apartamento do prédio vizinho e que perdeu tudo no fogo.
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