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Correio da Manhã

Portugal
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Liberdade recusada a homem que agrediu médica em Faro

Arguido com problemas psiquiátricos está em prisão preventiva e pediu para ser libertado.
Rui Pando Gomes 4 de Março de 2020 às 09:14
Urgência do Hospital de Faro
Hospital de Faro
Hospital de Faro
Urgência do Hospital de Faro
Hospital de Faro
Hospital de Faro
Urgência do Hospital de Faro
Hospital de Faro
Hospital de Faro
O Tribunal da Relação de Évora recusou libertar o homem que agrediu uma médica com uma garrafa de oxigénio no serviço de Urgência do Hospital de Faro.

O agressor foi colocado em prisão preventiva após o crime e apresentou recurso da medida de coação aplicada pela juíza de instrução criminal. No entanto, o pedido de libertação foi recusado.

A agressão violenta ocorreu no dia 5 de outubro de 2019, quando o arguido se deslocou, na companhia do pai, ao serviço de Urgência do Hospital de Faro, para ser observado por um psiquiatra. Sentia agitação psicomotora, ansiedade e tinha alucinações visuais e auditivas.

Segundo o acórdão do Tribunal da Relação de Évora, a que o CM teve acesso, enquanto esperava para ser atendido o arguido "muniu-se de uma garrafa de oxigénio que se encontrava no local e desferiu com esta garrafa uma pancada que atingiu [a vítima] na parte detrás da cabeça".

A médica caiu e já quando esta estava no solo, deitada, o arguido "ergueu novamente a garrafa e desferiu naquela nova pancada que também a atingiu na cabeça". A vítima sofreu um traumatismo na coluna e traumatismo cranioencefálico.

O agressor está indiciado de homicídio na forma tentada e já foi condenado a cinco anos de prisão suspensa por um crime semelhante, após ter esfaqueado um primo durante uma discussão com a companheira.

Os juízes consideram que existe "perigo de perturbação da tranquilidade pública" e perigo de fuga para o estrangeiro.


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