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Correio da Manhã

Portugal
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Libertado tio que abusa de menor

Um homem, de 70 anos, foi ontem condenado no tribunal de Braga a cinco anos de prisão suspensa por ter abusado da sobrinha-neta, de 10 anos. A família da vítima ficou "chocada" com a sentença e pondera recorrer da decisão.
29 de Março de 2012 às 01:00
Tribunal de São João Novo absolveu ontem mulher acusada de abusar de filho deficiente
Tribunal de São João Novo absolveu ontem mulher acusada de abusar de filho deficiente FOTO: Maria João Marques

De acordo com a acusação, os abusos ocorreram na garagem do arguido, quando o homem ia buscar a menor à escola, uma vez por semana. Aproveitava-se do facto de ela estar ao seu cuidado, sem ninguém por perto, para molestá-la. Conseguiu os seus intuitos por, pelo menos, duas vezes. Foi denunciado pela vítima, que não aguentou mais o sofrimento e contou tudo à mãe.

Ontem, o tribunal decidiu condená-lo a pena suspensa, porque teve em conta a opinião positiva que os vizinhos deram do arguido. Terá ainda de pagar 50 mil euros de indemnização –já pagou uma parte – e de se submeter a tratamento psiquiátrico. Não se pode, ainda, aproximar da vítima.

"A decisão da juíza Carla Oliveira seria exemplar se tivesse sido prisão efectiva, nem que fosse um ano", disse, revoltado, um familiar da menor. A menina, actualmente com 11 anos, continua a receber, semanalmente, acompanhamento psicológico.

Ontem o tribunal de São João Novo, no Porto, absolveu uma mulher, de 64 anos, acusada de abusar sexualmente do filho deficiente, de 30. Todos os factos da acusação foram dados como não provados. A arguida respondia por violência doméstica e abuso sexual do filho, com Trissomia 21, com base na denúncia de outro filho. Este não depôs em tribunal, nem foram encontradas provas dos crimes.

MOLESTA FILHA ÚNICA DURANTE CINCO ANOS

Abusou da filha única desde que aquela tinha cinco anos e só parou no ano passado. O homem, de 47 anos, residente em Vila Real, foi agora denunciado pela vítima e acabou detido anteontem pela Polícia Judiciária.

O suspeito, pedreiro de profissão, terá cometido os crimes várias vezes e em casa. Concretizou os abusos sexuais sem que a esposa e mãe da criança, actualmente com 11 anos, se apercebesse. Depois de anos de desespero, a menina acabou por denunciar o pai à Comissão de Protecção de Menores. O homem foi detido e presente ontem a tribunal.

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