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Correio da Manhã

Portugal
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Líder do Atlântico detido

Lenny Kravitz ainda mal aquecia a voz na noite de Lisboa, terça-feira, quando a polícia foi buscar o administrador executivo do próprio Pavilhão Atlântico, perante mais de oito mil pessoas que assistiam ao concerto. Aos 35 anos, Alexandre Barbosa nem terá ouvido o cantor norte-americano, ao ser detido, pelas 21h30, segundo a PSP por ter "organizado em proveito próprio" todo o esquema de "segurança ilegal para pessoas e bens" dentro do pavilhão.

7 de Maio de 2009 às 00:30
Segurança ao concerto de Lenny Kravitz foi feita sem licença da PSP
Segurança ao concerto de Lenny Kravitz foi feita sem licença da PSP FOTO: Mariline Alves

O "suspeito", diz a PSP, fez tudo "sem que a empresa [de que é administrador no Parque das Nações] possuísse licença". E por isso foi levado por agentes, notificado mais tarde para se apresentar no Tribunal de Pequena Instância Criminal.

Em causa estão 18 homens sem habilitação para exercer segurança privada, mas que a PSP apanhou a trabalharem nos acessos do Atlântico, "a controlarem a entrada dos espectadores" no concerto.

A PSP, através do Núcleo de Segurança Privada, fiscalizou e deteve os 18 falsos seguranças. Tal como o administrador, foram levados pela polícia.

Álvaro Covões, promotor do concerto, diz ao CM que não é a primeira vez que acontece. "O mesmo se passou no concerto de Madonna, no Coliseu e no Politeama. Estranho é o esquema de segurança ser montado com o aval da PSP, que estava no local, e mal o concerto está para começar surge outro grupo de polícias e diz que é ilegal."

PORMENORES

CARTÃO EMITIDO PELA PSP

O cartão profissional de vigilante, sem o qual os seguranças não podem exercer actividade profissional, apenas pode ser emitido pela Direcção Nacional da PSP.

PENAS ATÉ DOIS ANOS

O exercício ilícito da profissão é equiparado ao crime de usurpação de funções, punível com pena até dois anos de prisão, devendo também ser responsabilizadas as empresas contratantes.

MULTA ATÉ 40 MIL EUROS

As contra-ordenações no sector da segurança privada podem levar ao pagamento de coimas entre os 1000 euros e os 40 mil euros.

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