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Correio da Manhã

Portugal
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Líder do bloqueio da ponte 25 de abril volta a tribunal

Condenado a oito anos de prisão, Jaime Pinto é agora arguido pelos crimes de falsificação de documentos e porte ilegal de arma no âmbito de processo relacionado com tráfico de haxixe.
27 de Fevereiro de 2014 às 13:44
Jaime Pinto acusado de posse ilegal de arma e documentos falsos
Jaime Pinto acusado de posse ilegal de arma e documentos falsos FOTO: luís costa

Jaime Pinto, um dos líderes do bloqueio da Ponte 25 de Abril, em 1994, voltou ontem a tribunal para ser julgado por falsificação de documentos e posse ilegal de arma, no âmbito de um processo relacionado com tráfico de droga. Isto depois de ter sido localizado e detido pela Polícia Judiciária (PJ), no Algarve, em 2013, quando era procurado pelas autoridades, há vários anos, para cumprir uma pena de oito anos por tráfico de droga.

Em 2005, o ex camionista foi condenado por chefiar uma rede de tráfico de droga, mas nunca se apresentou para cumprir a pena depois de, em 2009, a sentença transitar em julgado.

Só foi intercetado em janeiro de 2013, em Vilamoura, quando a PJ apreendeu 380 quilos de haxixe e deteve cinco marroquinos por tráfico de droga. Jaime Pinto, que trabalhava na altura como agente imobiliário, terá arrendado um apartamento, em Vilamoura, a um dos cinco marroquinos detidos. No entanto, não ficou provada qualquer outra associação de Jaime Pinto aos arguidos.

Ontem, no início do julgamento, no Tribunal de Loulé, Jaime Pinto confirmou ter, na altura, "uma espingarda caçadeira e munições" para a qual não tinha licença, uma vez que, por fazer tiro desportivo, "estava a pensar investir na arma". Já sobre um bilhete de identidade e uma carta de condução com a foto de Jaime Pinto mas com o nome de António Casanova, encontrados pela PJ, o ex-camionista negou ser o autor da falsificação. Segundo Jaime Pinto, foi um amigo que terá falsificado os documentos, com o objetivo de o aliciar a sair do País e garante que nunca usou qualquer dos documentos nem ponderou a fuga. "Nunca saí do País e isso estava completamente fora de questão", garantiu no tribunal.

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