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Correio da Manhã

Portugal
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Líder do PSD de Santo Tirso diz que detenção de Joaquim Couto "tem de ser esclarecida ao detalhe"

Presidente da Câmara de Santo Tirso foi esta quarta-feira detido pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação Teia.
29 de Maio de 2019 às 17:51
Joaquim Couto
Joaquim Couto, presidente da Câmara de Santo Tirso
Presidente do IPO do Porto, José Maria Laranja Pontes; Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto e a mulher, Maria Manuela Couto; Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes
Joaquim Couto
Joaquim Couto, presidente da Câmara de Santo Tirso
Presidente do IPO do Porto, José Maria Laranja Pontes; Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto e a mulher, Maria Manuela Couto; Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes
Joaquim Couto
Joaquim Couto, presidente da Câmara de Santo Tirso
Presidente do IPO do Porto, José Maria Laranja Pontes; Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto e a mulher, Maria Manuela Couto; Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes
O líder do PSD de Santo Tirso, José Pedro Miranda, considerou esta quarta-feira "de extrema importância" que "se esclareça ao detalhe" o porquê da detenção do presidente da Câmara deste concelho, o socialista Joaquim Couto.

"Em primeiro lugar devo dizer que ninguém pode ser considerado culpado antes de tudo apurado e investigado e o PSD de Santo Tirso defende a o princípio da presunção de inocência. Mas se houve este desfecho, as autoridades policiais terão indícios de alguma coisa. Não atuam sem consciência. É de extrema importância que se esclareça tudo ao detalhe", disse José Pedro Miranda.

O presidente da Câmara de Santo Tirso, distrito do Porto, foi esta quarta-feira detido pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito da Operação Teia, que envolveu 50 agentes da Judiciária e seis magistrados.

De acordo com fonte policial o autarca está nos calabouços da PJ/Porto e vai ser presente às autoridades esta quinta-feira.

No âmbito da mesma operação foram também detidos o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, bem como o presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, Laranja Pontes, e a empresária Manuela Couto (mulher do autarca de Santo Tirso).

Questionado sobre se considera que com a detenção do atual presidente da Câmara, o socialista Joaquim Couto, esta autarquia tem condições de gestão, o presidente da concelhia social-democrata local vincou que "primeiro, o processo deve correr os trâmites normais", mas frisou "muita preocupação".

"Se houver, efetivamente responsabilidade, naturalmente a Câmara Municipal fica sem condições de gestão. Os dinheiros públicos exigem muito rigor. Acompanhamos a situação e estamos extremamente preocupados", disse José Pedro Miranda.

Já a vereadora do PSD de Santo Tirso, Andreia Neto, considerou "prematuro" fazer comentários sobre o caso.

"Temos de aguardar pelo desenvolvimento do processo", disse a vereadora social-democrata que era candidata da oposição ao PS nas autárquicas de 2017.

A Operação Teia, cuja "investigação policial mais profunda começou há um ano e meio", conforme referiu à Lusa fonte policial, decorreu esta quarta-feira com 10 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, e culminou com a detenção de quatro pessoas com idades compreendidas entre os 48 e os 68 anos.

Em causa suspeita de "prática reiterada de viciação de procedimentos de contratação pública, com vista a favorecer pessoas singulares e coletivas, proporcionando vantagens patrimoniais", lê-se no comunicado de imprensa enviado à comunicação social.
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