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Correio da Manhã

Portugal
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Lisboa: 400 bombeiros em protesto contra a criação de um novo turno

Cerca de 400 bombeiros de Lisboa desfilaram entre os Paços do Concelho e o Intendente, para entregar uma moção ao presidente da câmara, contestando a "criação de um novo turno" que "pode pôr em causa a segurança da cidade".
23 de Setembro de 2011 às 14:59
bombeiros, protesto, criação de um novo turno
bombeiros, protesto, criação de um novo turno FOTO: Correio da Manhã

"Quase todos os bombeiros que estão hoje de folga, ou seja 400, juntaram-se  pelas 10h00 nos Paços do Concelho onde fizeram um plenário e aprovaram uma  moção a entregar ao presidente da Câmara de Lisboa. Como o gabinete do presidente  é no Intendente desfilámos até cá", disse à agência Lusa o coordenador do  serviço de bombeiros da autarquia, António Pascoal, no final da concentração.

De acordo com António Pascoal, os sapadores bombeiros estão "contra  a intenção da câmara de acrescentar um novo turno", aos quatro já existentes,  "sem recrutar novos profissionais" o que "pode pôr em causa a segurança  da cidade".  

O coordenador afirmou que "com a introdução do novo turno terá de ser  reduzido em mais de 20 por cento o número de elementos disponíveis diariamente". 

Os bombeiros sapadores consideram que este novo turno "pode pôr em causa  o socorro da cidade porque o regimento deixa de ter capacidade para dar  resposta às ocorrências".  

António Pascoal disse ainda que "actualmente [sem o novo turno] do quadro  de pessoal do Regimento faltam mais de 200 efectivos" o que "já tem alguma  influência na resposta às cerca de 22 mil solicitações anuais".  

Por isso, os bombeiros exigem a "abertura de concurso de ingresso com  o objectivo de preencher os lugares em falta no quadro de pessoal", bem como  "meios humanos e materiais que respondam integralmente as ordenanças estabelecidas"  e "que garanta as guarnições locais", lê-se na moção entregue no gabinete  de António Costa.  

O coordenador do serviço de bombeiros da Câmara de Lisboa admitiu ainda  à agência Lusa "avançar para qualquer acção de luta", mesmo as "mais gravosas,  como as greves", para que "não se avance com o novo turno".  

Contactado pela agência Lusa o vereador da Protecção Civil da autarquia,  Manuel Brito, disse que a introdução de "um novo turno ainda está a ser  estudada ao nível dos recursos humanos", encontrando-se numa fase "muito  inicial" e que "ainda não está nada decidido", mas que "a segurança operacional  tem de ser assegurada".  

Quanto à falta de efectivos, Manuel Brito disse que "acabaram de entrar  cerca de 160 estagiários e que acabam a formação em Novembro, dando assim  resposta aos efectivos que entraram em aposentação".  

O autarca assegurou que "caso haja alguma decisão nesse sentido, os  sindicatos vão ser os primeiros a saber".  

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