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Correio da Manhã

Portugal
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Professores em lista com falhas

Diretores dizem que não têm acesso aos contactos dos professores.
Edgar Nascimento 21 de Outubro de 2014 às 09:20
Houve protestos ontem em Forjães, à chegada dos governantes
Houve protestos ontem em Forjães, à chegada dos governantes FOTO: José Coelho/Lusa

A contratação de professores diretamente pelas escolas está a decorrer a conta-gotas: as listas enviadas às escolas pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) estão "desatualizadas" e algumas inacessíveis, acusam os diretores. Resultado: muitos horários não foram preenchidos e, por isso, continua a haver professores em falta (os sindicatos estimam em dois mil) e milhares de alunos sem aulas. Houve casos de professores que ficaram colocados em todos os horários disponíveis numa escola.

"A bolsa está teoricamente nas nossas mãos, mas a lista de professores não está atualizada, porque data de 3 de outubro, quando a última colocação de professores foi a 10 de outubro. Deveríamos ter recebido uma lista com a situação em que se encontravam os professores na sexta-feira", afirmou à Lusa Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares. Além disso, os diretores não tiveram acesso aos contactos telefónicos dos docentes disponíveis. O MEC esclareceu que "os diretores têm de aprovar os horários na plataforma para terem acesso às listas".

Em Forjães (Esposende), onde inaugurou com o ministro Nuno Crato o Centro Escolar, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu que os problemas no concurso de contratação de professores estão resolvidos. Confirmando que Crato colocou o lugar à sua "inteira disposição", reiterou a confiança em Crato, elogiando o "grande sentido de responsabilidade" do ministro. "Acertei quando o escolhi para ministro da Educação." n

Pais e alunos em protesto

A "grande maioria" dos 350 alunos das escolas da freguesia de Colos (Odemira) faltou ontem às aulas e manifestou-se com os pais para contestar a falta de auxiliares de ação educativa. Mais a norte, houve protestos na EB 2,3 e Secundária de Mondim de Basto, contra a "chuva que cai dentro" das salas de aula. A escola foi construída há cerca de 30 anos e sofreu obras há 12 anos, com a construção de um novo pavilhão, "o único onde não chove", afirmou Carlos Martins, presidente da Associação de Pais. Em Fragoso (Barcelos), o portão da EB1 foi fechado a cadeado, em protesto contra a falta de um pavilhão desportivo. "Há 15 anos que andam a dizer que fazem o pavilhão, mas nada", denunciou André Ramos, aluno do 9º ano.

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