page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Lixeiros em greve deixam Porto sujo

O lixo amontoa-se nos passeios. Os contentores há horas que já excederam a capacidade de recolher os vestígios de mais uma noite de Consoada na casa dos portuenses. Por toda a cidade, o lixo acumulava-se ontem. Mais uma greve dos lixeiros a abrir uma guerra entre a autarquia e o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública (STAL) do Porto, a propósito do número de trabalhadores que foram requisitados. Mas, principalmente, mais uma jornada de luta de trabalhadores que transformaram a cidade num enorme contentor de detritos.

26 de dezembro de 2008 às 00:30

João Avelino, do sindicato, acusou a Câmara de pressionar os cantoneiros em greve para comparecer ao trabalho, apesar da greve decretada. "A directora municipal convocou 13 dos 20 cantoneiros de limpeza que trabalham na zona central da cidade, ou seja, mais três do que os serviços mínimos decretados pelo Ministério do Trabalho", disse aquele responsável à Lusa, garantindo que a convocação foi acompanhada de "ameaças de processo disciplinar".

O dirigente do STAL denunciou ainda outras irregularidades, nomeadamente o facto de equipas de limpeza e viaturas de varredura da empresa SUMA, detentora da concessão de limpeza da zona ocidental do Porto, terem sido deslocadas na para a zona central da cidade.

A greve iniciou-se às 12h30 de anteontem e termina às 06h00 de hoje.

SITUAÇÃO VAI VOLTAR A REPETIR-SE NO ANO NOVO

Os problemas na recolha do lixo vão repetir-se no Ano Novo. Os funcionários municipais têm já marcada nova paralisação entre os dias 31 de Dezembro e 2 de Janeiro, o que deverá voltar a deixar a cidade com um aspecto de completa imundice.

Na origem da luta está o facto de a autarquia querer transferir 270 trabalhadores para empresas privadas. "A Câmara quer empurrar ilegalmente 270 trabalhadores, fazendo com que, a curto prazo, percam regalias por deixarem de estar vinculados à Função Pública", continuou o representante do sindicato, lembrando que enquanto durar a requisição civil "os trabalhadores ficam com o vínculo à Função Pública suspenso, passando a ser regidos por um contrato individual de trabalho". "Não lhes é dada garantia de manutenção do seu horário de trabalho, o que em alguns casos pode implicar a perda de 25 por cento do salário", concluiu.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8