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Correio da Manhã

Portugal
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Lixo doméstico a dobrar põe ambiente em perigo

Cada português faz, em média, 1,2 quilos de lixo por dia, mais do dobro da quantidade de há vinte anos. Se é certo que o volume de resíduos costuma ser maior nos países mais ricos, também é verdade que os do Norte da Europa, por exemplo, já começaram produzir menos.
19 de Agosto de 2005 às 00:00
Em Portugal a produção de resíduos domésticos aumentou 125 por cento. Na Finlândia diminuiu 10%
Em Portugal a produção de resíduos domésticos aumentou 125 por cento. Na Finlândia diminuiu 10% FOTO: Pedro Catarino
Por cá, a associação ambientalista Quercus acaba de lançar um repto às instituições do Estado, às empresas e aos cidadãos para que também em Portugal se leve a sério a prevenção da produção de lixo.
Feitas as contas, a Quercus concluiu que “entre 1980 e o ano 2000, o aumento da produção de RSU [Resíduos Sólidos Urbanos] foi de cerca de 125 por cento”. Em 2003, o último ano com dados conhecidos, cada português produzia, em média, 1230 quilos de lixo por dia, mesmo assim abaixo da média da União Europeia – 1,5 quilos. Isso significa que, todos os anos, geram-se em Portugal 4,5 milhões de toneladas de resíduos domésticos.
Segundo Informação do Instituto dos Resíduos, os materiais fermentáveis – restos de comida – ocupam o espaço maior no caixote dos portugueses, representando 26,5 por cento da produção. Tendo em conta a máxima “Diz-me que lixo produzes, dir--te-ei quem és”, conclui-se que os portugueses não são ricos.
Nos países mais desenvolvidos são predominantes materiais como o plástico, o papel ou o vidro. O papel/cartão ocupa o segundo lugar no lixo dos portugueses, seguindo-se os materiais finos (pó) e só depois o plástico (11,1%) e o vidro (7,4%).
Enquanto em Portugal mais do que duplicou a produção de resíduos entre 1980 e 2000, na Bélgica verificou-se uma redução de 4%, na Alemanha e na Itália de 1 %, na Holanda de 3 % e na Finlândia de 10%. Tal diminuição não significa que se passou a viver com menos conforto. Os números traduzem, nomeadamente, o ‘travão’ imposto à sobreposição da embalagem, quando, por exemplo, um produto é apresentado dentro de uma caixa, envolvida num plástico.
NO DIA-A-DIA
AVALIAR
Muitas vezes compramos artigos de que não precisamos, desde logo condenados ao lixo. Por isso, antes de adquirir alguma coisa, verifique se precisa mesmo dela, se vai usá-la frequentemente
e durante quanto tempo.
REUTILIZAR
Opte por adquirir bebidas em embalagens reutilizáveis. Caso possua um jardim ou uma horta faça compostagem doméstica dos resíduos biodegradáveis. Veja como em http://www.escolasverdes.org/compostagem/index.htm.
EMBALAR
Procure adquirir produtos com menos embalagem, privilegiando embalagens de maiores dimensões ou com recarga. Evite produtos que sobreponham várias embalagens ou em que a dimensão da mesma seja superior à necessária.
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