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Correio da Manhã

Portugal
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LOURES QUER O CASINO

O concelho de Loures pretende acolher o novo casino da região de Lisboa. O presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira, revela a sua ideia ao Correio da Manhã e especifica que a zona da Expo (Parque das Nações) tem as melhores condições para acolher uma estrutura do género.
20 de Outubro de 2002 às 00:01
A iniciativa será apresentada nos próximo dias à equipa de vereação da autarquia, ao mesmo tempo que o edil deixa desde já o desafio aos agentes imobiliários no sentido de apresentarem projectos para a instalação da casa de jogo.

"Não há na Grande Lisboa uma zona tão boa como o Parque das Nações para instalar um casino. Tem toda a lógica criar uma sala com esssas características na franja da capital. A área de descompressão da Expo, a norte, já no concelho de Loures, é a que tem mais condições", explica o autarca.

Carlos Teixeira recorda que "Loures tem sob a sua jurisdição uma zona verde e de lazer significativas na superfície da antiga Expo".

A isso junta o autarca aquilo que será, no futuro, "a margem norte do Trancão, onde serão construídos um parque temático, um minicampo de golfe, uma pista de atletismo e um mini-hotel".

A ideia está sobre a mesa e o presidente da câmara de Loures está totalmente disponível para defender a ‘sua dama’ (argumentos) com todas as entidades envolvidas no processo da criação do ‘Casino Lisboa’.

APARENTE CONVERGÊNCIA

Já esta semana, um debate realizado no Centro Cultural de Belém pretendeu avaliar as vantagens do novo casino na capital, onde foi possível ouvir o presidente da câmara de Lisboa, Santana Lopes, referenciar a contribuição daquela estrutura, que pretende instalar no Parque Mayer, para a melhoria da oferta turística na zona da capital.

E aqui são convergentes no princípio as opiniões dos autarcas de Loures e Lisboa, com uma única diferença: cada um considera a área que dirige a melhor para a instalação do futuro casino.

Isto porque, como revela ao nosso jornal Carlos Teixeira, “a área turística de futuro na Grande Lisboa é o Parque das Nações e todo o crescimento que pode ter a norte”.

Mas a discussão sobre o casino arrasta uma outra, que é a hipótese de criação de uma nova freguesia em Lisboa, a do Oriente, que parece agradar a Lisboa e não a Loures.

A zona do Parque das Nações é actualmente dividida por dois concelhos e três freguesias. A Lisboa pertence Santa Maria dos Olivais e, a Loures, Moscavide e Sacavém.

Nesta altura, a ‘fatia de leão’ vai para Lisboa, que usufrui do grosso das receitas, cerca de três quartos, devido à instalação na sua zona dos empreendimentos imobiliários.

Loures tem a seu cargo os espaços verdes, o que significa sobretudo despesas de manutenção, daí que Carlos Teixeira, confrontado com a ideia de criação da nova freguesia, responde com frontalidade: “Estamos disponíveis se for integrada no nosso concelho, inclusive o casino, caso contrário não”, conclui.

IDEIA DE UM CASINO NO PARQUE MAYER TEM CINCO ANOS

JOÃO SOARES ARRANCA

Em Agosto de 1997, o então presidente da câmara de Lisboa, João Soares, em carta dirigida ao vice-presidente da sociedade Estoril-Sol, manifestava o interesse da autarquia na instalação naquele espaço da cidade, de um módulo de casino, em escala reduzida, capaz de reproduzir o conceito existente no Estoril.

SANTANA LOPES INSISTE

No fim-de-semana de 21/22 de Setembro deste ano, o actual presidente da autarquia lisboeta, Santana Lopes, deu a conhecer a sua intenção de construir um casino naquele recanto artístico da cidade. A ideia era edificar a casa de jogo no último piso de um dos imóveis novos, a construir ao lado do Capitólio.

GOVERNO ABRE PORTAS

O Conselho de Ministros aprovou a 25 de Setembro um decreto-lei a definir as normas de extensão da zona de jogo do Estoril. A concessionária é obrigada ao pagamento de 30 milhões de euros para equipamento cultural, construção de estacionamento para 600 carros e o pagamento anual de 50% das receitas brutas.

‘CHUMBO’ À VISTA

A iniciativa de Santana Lopes poderá ser ‘chumbada’ na Assembleia Municipal, caso o bloco da Oposição ao actual executivo camarário, constituído por PS, PCP e BE, decida votar contra, hipótese adiantada ontem pelo semanário ‘Expresso’. Se tal acontecer, o autarca lisboeta terá de rever as suas ideias sobre o casino.
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