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Correio da Manhã

Portugal
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Macário admite haver injustiças

A Câmara Municipal de Faro colocou dois técnicos na ilha da Culatra, para auxiliar moradores a responder em sua defesa às notificações da Sociedade Polis Ria Formosa que não lhes reconheceram as casas como primeiras habitações. "Há alguns casos de injustiça", admite o presidente da Câmara, Macário Correia.
11 de Agosto de 2010 às 00:30
Há 184 casas na ilha consideradas primeira habitação, o que permite a instalação de contadores de água
Há 184 casas na ilha consideradas primeira habitação, o que permite a instalação de contadores de água FOTO: direitos reservados

O autarca recusa qualquer conflito de interesses, sublinhando que "este ano, a Câmara de Faro não tem assento à mesa das decisões da Sociedade Polis" e reforça: "O nosso lugar é ao lado da população".

Na ilha da Culatra, 184 moradores já conseguiram para as suas casas o estatuto de primeira habitação. Há outros 128 que o solicitaram e não foram reconhecidos e 33 que nem sequer tentaram provar que as suas casas não são segunda habitação. "O sentido provável da decisão final será a não consideração da construção como primeira habitação". É esta a resposta da Sociedade Polis aos moradores que enviaram documentos a provar residência fixa. No âmbito do plano de ordenamento da orla costeira local, as segundas habitações nas ilhas-barreira são para demolir.

A presidente da Associação de Moradores da ilha da Culatra, Silvia Padinha, diz haver decisões opostas para casos semelhantes e pediu uma reunião à Sociedade Polis. "Não somos intrusos; fazemos parte do meio", desabafa.

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