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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe acusa ama de bater no filho bebé: "Aquele monstro espancou-o"

Relatório do Hospital Garcia de Orta entregue à polícia confirma que a causa dos hematomas foi “agressão”.
João Tavares 16 de Junho de 2019 às 01:30
Bebé apresenta diversas marcas de agressão na cara
Quando despiu o filho em casa, a queixosa viu mais hematomas no corpo
Relatório do hospital à PSP aponta como causa uma agressão
Hospital Garcia de Orta
Bebé apresenta diversas marcas de agressão na cara
Quando despiu o filho em casa, a queixosa viu mais hematomas no corpo
Relatório do hospital à PSP aponta como causa uma agressão
Hospital Garcia de Orta
Bebé apresenta diversas marcas de agressão na cara
Quando despiu o filho em casa, a queixosa viu mais hematomas no corpo
Relatório do hospital à PSP aponta como causa uma agressão
Hospital Garcia de Orta
Quando o bebé de 15 meses deu entrada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, pelas mãos da mãe, foi de imediato analisado e os médicos não hesitaram em apontar uma agressão como causa para os hematomas que o menino tinha na cara, nas costas, nas nádegas e nos braços. A mãe acusa uma ama, de 23 anos e da zona da Cova da Piedade, como a agressora. O caso foi comunicado à PSP de Almada.

"O meu filho foi massacrado naquela casa. Aquele monstro espancou o meu bebé", contou ao CM a mãe da criança. Esta era a terceira vez que o bebé ficava na casa da ama. Nas duas primeiras, não houve problemas. Na terceira, tudo mudou.


"Deixei o meu filho lá pelas 12h00 e fui buscá-lo pelas 18h20 de sexta-feira. Quando entrei, vi-o sentado no sofá a comer uma bolacha. Só depois reparei que a cara dele estava cheia de creme, toda vermelha, e a ama disse para não me preocupar. Justificou-se dizendo que ele tinha feito uma grande birra e que caiu várias vezes", explicou a mãe do bebé.

A alegada agressão foi desvendada já em casa. "Despi-o e vi que tinha as costas e o rabo todos negros. Até sangue pisado tinha dentro da orelha. No hospital disseram-se que terá sido de um puxão de orelhas".

O relatório do hospital, datado de sexta-feira às 22h05, a que o CM teve acesso, refere "agressão" e foi já entregue à polícia. Segue-se agora a formalização da queixa. A suspeita conta com a ajuda de um namorado para cuidar de várias crianças. As autoridades vão agora investigar em que circunstâncias decorreram as agressões.

SAIBA MAIS
Divulgado na net
A queixosa divulgou toda a situação nas redes sociais. "Sei que ela cuida de outras crianças e quero alertar os outros pais", escreveu. A suposta agressora apagou o perfil no Facebook.

Procura emprego
A mãe do bebé diz que escolheu os serviços daquela ama após uma vizinha a ter recomendado: "Ando à procura de emprego e precisava de quem ficasse com o meu filho. Ela pareceu-me uma rapariga normal."

Recusa agressão
A queixosa diz que pediu explicações à suspeita e "ela diz que nunca lhe bateu, foi ele que caiu. Para justificar as marcas no rabo disse apenas que o sentou num banco com força como castigo."
Hospital Garcia de Orta Almada Cova da Piedade PSP Facebook questões sociais crime lei e justiça maus-tratos
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