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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe e filho condenados a penas efetivas por burlarem idosos

Enganaram pessoas fragilizadas, no distrito do Porto, levando-lhes centenas de milhares de euros em ouro.
Lusa 24 de Maio de 2018 às 16:41
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
O Tribunal São João Novo, no Porto, condenou esta quinta-feira dois arguidos, mãe e filho, a quatro anos e meio e dois anos e nove meses de prisão efetiva, respetivamente, por burla a idosos entre 2013 e 2014.

Durante a leitura da decisão judicial, a magistrada explicou que as penas, respeitantes aos crimes de burla qualificada e simples e furto, são efetivas devido ao registo criminal de ambos.

A mulher, de 48 anos, encontra-se presa no Estabelecimento Prisional de Tires, no distrito de Lisboa, à ordem de outro processo, enquanto o filho, de 27, está em liberdade.

O caso envolvia um terceiro suspeito, de 56 anos, que foi declarado contumaz (está em local desconhecido), pelo que processo foi separado.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), entre 2013 e 2014, os arguidos burlaram idosos, na sua maioria fragilizados, no distrito do Porto, levando-lhes centenas de milhares de euros em ouro.

Os arguidos, que atuavam em dupla ou isoladamente, recolhiam informações sobre as vítimas e, depois, abordavam-nas em casa dizendo-lhes que eram seus familiares, fazendo com que estas as deixassem entrar, salienta a acusação.

Os dados eram tão precisos, desde saberem nome de familiares, local de residência ou problemas de saúde, que as vítimas acreditavam neles.

No interior da habitação, os alegados burlões perguntavam-lhe por ouro com o pretexto de terem uma fórmula para atestar se as peças eram verdadeiras ou falsas, que passava pela sua colocação em recipientes com vinagre e casca de cebola.

Obtendo a sua confiança, diziam que as peças deviam ficar dois dias num armário e ao escuro, não podendo ninguém mexer nelas, e que após esses dias passavam para ver o resultado, mas acabavam por fugir com o ouro, sustenta a acusação.

Outra das táticas era o recurso a expedientes como pedir para ir à casa de banho ou para lhes fazerem um café e, enquanto as vítimas estavam distraídas, um dos arguidos procurava e furtava as peças.
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