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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe e filho morrem abraçados em fogo (COM VÍDEO)

Fernanda Franque, 79 anos, e o filho João, 54 anos, estavam a dormir quando o fogo começou. Quando acordaram já estavam rodeados de labaredas e fumo, e tentaram ambos fugir. Mas enquanto procuraram chegar à porta de casa, no Vale da Amoreira, Moita, tombaram mortos, com os pulmões cheios de fumo. Os bombeiros encontraram os cadáveres abraçados junto à porta da casa. "A minha mãe tinha as chaves na mão", recordou Alfredo Franque, um dos restantes oito filhos de Fernanda.
7 de Junho de 2009 às 00:30
Os óbitos de João Franque e da mãe, Fernanda, foram declarados ainda no interior do prédio
Os óbitos de João Franque e da mãe, Fernanda, foram declarados ainda no interior do prédio FOTO: direitos reservados

Vogal da direcção do Sindicato dos Jogadores de Futebol Profissional e ex-profissional do desporto-rei (chegou a representar o Benfica), Alfredo Franque soube da morte da mãe e do irmão pouco depois de o incêndio ter sido dado como extinto. 'Eram 05h30 quando o fogo começou', recordou.

João Silva, amigo da família e outro dos moradores do lote 2 da rua Bordalo Pinheiro, no Vale da Amoreira, foram os primeiros a acorrer em socorro de Fernanda e João. 'Arrombámos a porta de casa, mas as chamas e o fumo eram tão fortes que tivemos de fugir', recordou.

Os bombeiros foram chamados ao 3º esquerdo do prédio por outros moradores. Vinte e cinco homens, auxiliados por dez viaturas de três corporações dos concelhos da Moita e do Barreiro, entraram na casa e, em menos de meia hora, extinguiram as chamas. Mas já nada havia a fazer.

Os óbitos de Fernanda e de João Franque foram declarados ainda no interior do prédio.

Os dois cadáveres foram transportados para o Hospital do Barreiro. Originária de Angola, a família de mãe e filho ainda não tinha ontem decidido onde realizar os funerais.

ESTAVAM EM PORTUGAL A PASSAR FÉRIAS

As duas vítimas do incêndio de ontem estavam em Portugal de férias. Residente em Luanda, Angola, com o filho João e outros cinco descendentes, Fernanda ficava sempre em casa da filha Conceição. 'Ela tinha vindo tratar de uns assuntose estavam a planear regressar a Luanda já no mês que vem', confessou, chorosa, Conceição Franque, filha e irmã das vítimas do incêndio de ontem, que estavam sozinhas em casa. 'O apartamento ficou quase inabitável', acabou também por confessar.

PORMENORES

PJ INVESTIGA CAUSAS

A Polícia Judiciária esteve no apartamento, na rua Bordalo Pinheiro, Vale da Amoreira, a recolher vestígios do incêndio. O fogo que matou Fernanda e João Franque terá começado na sala, mas ainda não tem causas determinadas.

MORADOR INTOXICADO

No incêndio de ontem de manhã, um morador do prédio ficou intoxicado pelo excesso de fumo e precisou de receber tratamento no Hospital do Barreiro.

VÍDEO:

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