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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe que atirou bebé recém-nascido ao lixo em Lisboa: "Quero estudar, viver a minha vida, trabalhar"

Mulher encontra-se em prisão preventiva. Supremo Tribunal de Justiça rejeitou o pedido de libertação imediata.
Correio da Manhã 15 de Novembro de 2019 às 20:47
Mulher de 22 anos foi filmada a atirar filho para o ecoponto
Recém-nascido encontrado num caixote do lixo em Lisboa
Mulher de 22 anos foi filmada a atirar filho para o ecoponto
Recém-nascido encontrado num caixote do lixo em Lisboa
Mulher de 22 anos foi filmada a atirar filho para o ecoponto
Recém-nascido encontrado num caixote do lixo em Lisboa
Sara, a mãe de 22 anos que abandonou o filho recém-nascido num caixote do lixo na semana passada, deu uma entrevista à TVI no âmbito de um trabalho sobre pessoas sem-abrigo realizado há cerca de dois meses, no dia 11 de setembro.

Em declarações ao canal de televisão, a jovem revelou como ficou sem-abrigo e que objetivos tinha para o futuro.

Na altura desta entrevista, Sara estaria grávida de sete meses, no entanto nunca revelou tal facto à jornalista que a entrevistou.

Sara terá vindo para casa de uma amiga quando veio para Portugal. Enquanto estava a estudar morou em casa de uma colega da escola.

Ao que tudo indica, a jovem saiu da casa de onde vivia porque havia mau ambiente e muitas discussões. Foi nessa altura que a jovem de 22 anos ficou sem-abrigo. "Eu não quero esta vida. Quero estudar, viver a minha vida, trabalhar", desvendou Sara à jornalista da TVI.

Afirmou ainda não estar legal em Portugal, mas questionada novamente sobre este assunto, a jovem afinal disse ter "tudo legalizado".

À TVI, Sara garantiu nunca ter tido problemas com drogas e que tinha como maior sonho "cuidar da mãe" quando esta fosse "velha".

Recorde que Sara foi detida pela Polícia Judiciária e está em prisão preventiva, indiciada da prática de homicídio qualificado na forma tentada (tentativa de homicídio qualificado). Esta quinta-feira, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido de libertação imediata ('habeas corpus') da mulher. 

Um grupo de advogados apresentou esta semana no STJ um pedido de libertação imediata da jovem, por considerar a prisão preventiva "absolutamente ilegal".
Lisboa Sara TVI Portugal STJ questões sociais sem-abrigo
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