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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe russa embriagada

A polícia russa confirmou as denúncias e queixas sobre o constante estado de embriaguez de Natalia Zarubina, mãe da menina que foi judicialmente retirada aos pais afectivos em Barcelos, há cerca de meio ano. "Apelo mais uma vez às autoridades e ao governo da Rússia para que tome uma medida e retire a Alexandra à mãe, antes que ela morra. Peço que a deixem regressar a Portugal", disse ao CM João Pinheiro, pai afectivo da menina de seis anos, que acolheu desde os oito meses.
27 de Outubro de 2009 às 00:30
Polícia da aldeia onde Natalia vive com a filha confirma abuso de álcool
Polícia da aldeia onde Natalia vive com a filha confirma abuso de álcool FOTO: Imagen SIC

Segundo a agência Lusa, o vice--presidente da autarquia de Pretchistoe – onde vive agora a menina com a família Zarubina – confirmou que "o comportamento de Natália tem vindo a agravar-se" e admitiu que as autoridades começam "a encarar a possibilidade de a privar dos direitos maternais". Esta posição surge em sequência de várias queixas contra a mãe biológica de Alexandra.

De acordo com a Lusa, o chefe da polícia local confirmou diversas queixas, nas quais Natalia é acusada de, em estado de embriaguez, ter insultado e tentado agredir um vizinho. Por alguns destes actos, já foi condenada a trabalhos sociais e ao pagamento de uma multa de cem rublos.

Contudo, face ao comportamento da mãe da criança, as entidades russas estão a realizar já diligências para assegurar a protecção da menor. "Resta-nos apenas saber, através da Embaixada da Rússia em Portugal, se o pai biológico continua a ter direitos paternais sobre a criança. Se não tiver, ela vai ser retirada da família", diz a responsável pela Comissão para Assuntos de Menores de Pretchistoe.

JUIZ ENVIOU-A PARA A RÚSSIA

As denúncias do alcoolismo de Natalia geram nova revolta contra as decisões tomadas em Portugal. Alexandra foi entregue em Maio à mãe biológica por decisão do Tribunal da Relação de Guimarães.

"É uma achega para a Segurança Social e para o juiz que decidiu que a menina estava melhor com a mãe", disse João Pinheiro ao CM, salientando que contacta muitas vezes com Natalia para falar com Alexandra. "Está sempre bêbeda. Se for de tarde, já nem se percebe o que diz", afirma João Pinheiro. "E a menina pede-me sempre para a ir buscar", acrescenta. O casal João e Florinda vê agora uma nova esperança em conseguir requerer na Justiça russa o repatriamento de Alexandra para Portugal, país onde nasceu.

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