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Correio da Manhã

Portugal

‘Máfia’ ataca skin

A raiva de Eduardo Wesley Silva, um brasileiro de 25 anos mestre em jiu-jitsu e arguido no processo da máfia brasileira da Margem Sul, tê-lo-á levado a agredir Mário Machado com um murro na cara num corredor da cadeia de alta-segurança de Monsanto, em Lisboa.
14 de Outubro de 2010 às 00:30
Wesley Silva foi alvo de um processo disciplinar por causa da agressão a Mário Machado. O brasileiro tem agora direito a apenas uma hora de recreio na cadeia de Monsanto
Wesley Silva foi alvo de um processo disciplinar por causa da agressão a Mário Machado. O brasileiro tem agora direito a apenas uma hora de recreio na cadeia de Monsanto FOTO: João Cortesão

O líder skin, transferido a pedido próprio para aquele estabelecimento prisional há cerca de duas semanas, terá feito vários comentários sobre os brasileiros detidos em Monsanto, o que precipitou a violência.

Mário Machado começou a cumprir pena de prisão na cadeia da Carregueira, Sintra. No entanto, aquilo que o seu advogado considerou serem ameaças concretas à sua integridade física dentro desta cadeia levou a que o mesmo pedisse transferência. Há cerca de duas semanas que a Direcção--Geral dos Serviços Prisionais ratificou a sua mudança para a cadeia de Monsanto.

Fonte judicial contou ao CM que mal Mário Machado ali entrou começou "com comentários sobre os brasileiros detidos preventivos no processo da máfia brasileira".

Na quinta-feira da semana passada, o líder skin reuniu-se com uma assistente social da cadeia a quem manifestou vontade de se casar no estabelecimento prisional. No fim da reunião, Mário Machado regressou à sua cela acompanhado por três guardas prisionais. Em sentido inverso vinha Wesley Silva.

Conhecedor dos comentários do nacionalista, o jovem brasileiro (também escoltado por guardas prisionais) não se conteve e desferiu um murro em Mário Machado. A pronta intervenção dos guardas prisionais evitou mais violência.

José Castro, advogado de Mário Machado, bem como fonte da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, confirmaram a desordem, mas negaram que tenha havido agressão. "Não passou de uma tentativa", garantiu o advogado. n

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