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Correio da Manhã

Portugal
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Máfias utilizam deficientes

A directora Regional de Educação do Norte (DREN), Margarida Moreira, disse ontem em Braga que o Ministério da Educação quer acabar com as “máfias” dos gabinetes privados de apoio ao ensino que inscrevem como deficientes todas as crianças que apresentem a mais pequena dificuldade de aprendizagem – com o objectivo único de receberem o subsídio de 300 euros atribuído pela Segurança Social.
8 de Julho de 2005 às 00:00
Margarida Moreira (ao centro) denunciou ‘máfias’ nos subsídios
Margarida Moreira (ao centro) denunciou ‘máfias’ nos subsídios FOTO: Diário do Minho
“Encontramos, estes dias, um número escandaloso de gabinetes que agem desta forma, enganando muitas vezes os próprios pais das crianças”, disse Margarida Moreira, sublinhando que “há casos em que esses gabinetes atribuem graus de deficiência a crianças cuja dificuldade é não saberem a tabuada ”.
Disse ainda que “há bons exemplos, mas muitos gabinetes têm usado as crianças de forma mafiosa para garantirem proveitos económicos”. A intensificação da fiscalização, no concelho de Espinho, por exemplo, levou a que o número de crianças consideradas deficientes baixasse de 700 para menos de 100.
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