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Correio da Manhã

Portugal
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Maior assalto ao ouro decidido em tribunal

As Varas Criminais do Porto decidem esta sexta-feira se condenam ou absolvem três alegados cúmplices de um homem que já cumpre sete anos de cadeia pelo roubo de 270 quilos de ouro numa casa de penhores do Porto.

7 de Outubro de 2011 às 08:02
Foram roubados 270 quilos de ouro
Foram roubados 270 quilos de ouro FOTO: agencias

Aquele que foi considerado o maior assalto de ouro em Portugal ocorreu na madrugada de 14 Abril de 2008 a uma casa de penhores da praça Carlos Alberto, no Porto. Os 270 quilos de ouro roubados foram avaliados em 15 milhões de euros.

Num julgamento separado, em 26 de Junho de 2009, as Varas Criminais consideraram provado que Ciríaco Sousa, 49 anos, desempregado, esteve envolvido no assalto, condenando-o por isso a sete anos de prisão.

No processo agora a decidir, estão acusados por co-envolvimento no crime os arguidos Guilherme Nunes, António Martins e José Landim.

Nas alegações finais, o procurador Norberto Martins admitiu que existe apenas prova "indirecta" da participação dos três arguidos no assalto, mas sublinhou uma série de factos que, na sua leitura, não podem ser reduzidos a "coincidências".

Referiu, nomeadamente, a sucessão de telefonemas entre os arguidos antes e após o assalto, respectivamente na zona da casa de penhores e nas imediações de uma garagem onde viria a ser apreendida uma ferramenta que terá sido utilizada na abertura do cofre.

Acrescentou que os saldos bancários e as compras dos arguidos tiveram um súbito aumento após a data do assalto.

Já as defesas pediram a absolvição, baseadas no princípio "in dubio pro reo" (na dúvida, favoreça-se o arguido), sublinhando que "o nexo causal entre o que foi recolhido - na investigação - e o furto não foi provado".

Agostinho Silva, o advogado do arguido José Landim, afirmou mesmo que o processo contra os três arguidos nem deveria ter chegado a julgamento.

O roubo milionário teve, em Julho deste ano, outro desenvolvimento, dessa feita no Tribunal de Amarante, com a condenação a penas suspensas de cinco pessoas que sequestraram Ciríaco Sousa - além de um amigo que o acompanhava - para o tentar obrigar a dizer onde escondera o ouro roubado.

O sequestro ocorreu na madrugada de 08 para 09 de Maio de 2008, antes de a polícia deter Ciríaco e descobrir que enterrara no seu quintal nove sacos com 50 dos 270 quilos de ouro.

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