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Correio da Manhã

Portugal
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Mais duas vítimas mortais em acidentes rodoviários

Desde o início de Agosto e até ao final da noite de ontem PSP e GNR registaram 17 mortos em acidentes de viação, dois dos quais durante o dia de ontem. Os números – uma média superior a quatro mortes por dia – já ultrapassam os valores registados em Julho, em que se verificaram 30 mortos (média de três por dia) nos últimos dez dias do mês.
5 de Agosto de 2009 às 00:30
Acidente ao quilómetro 15 da A1 vitimou funcionário da Brisa
Acidente ao quilómetro 15 da A1 vitimou funcionário da Brisa FOTO: Manuel Moreira

Uma das duas mortes de ontem ocorreu ao quilómetro 15 da A1, próximo das portagens de Alverca, pelas 02h00. A vítima mortal foi um homem de 47 anos, funcionário da Brisa, depois de um autocarro da empresa Viagens Progresso de Ofir, de Esposende, ter colidido com a viatura em que a vítima seguia. O homem foi cuspido do carro e teve morte imediata. O autocarro não levava passageiros.

Quase à mesma hora, no IC2, em Coimbra, um jovem de 24 anos morreu depois de se despistar com um motociclo, vindo a embater em dois veículos que circulavam na mesma via.

"FUI DE BEJA À COVILHÃ E NÃO VI UMA PATRULHA": José Alho, Presidente ASPIG sobre sinistralidade

Correio da Manhã – O fim da Brigada de Trânsito (BT) da GNR tem contribuído para o elevado número de acidentes e mortos nas estradas portuguesas?

José Alho – Sem dúvida alguma. A Unidade Nacional de Trânsito [que veio substituir a BT] não tem unidade, coordenação ou homens.

– Pode concretizar?

– Na última semana fui de Beja a Lisboa e depois até à Covilhã. E daí novamente para Beja. Não vi uma única patrulha nesse percurso. A Unidade Nacional de Trânsito tem 30 ou 40 elementos que estão a fazer serviço administrativo, e o trabalho de campo está disperso por 18 Comandos Territoriais. Na antiga BT havia 2500 militares especializados em trânsito e um comando único. Agora não há coordenação.

– Os condutores sentem-se menos controlados?

– Isso é óbvio. Faltam homens nos pontos sensíveis e a desmotivação de quem está no terreno faz o resto. Desde Janeiro que se vê muito mais gente a falar ao telemóvel, a exceder limites de velocidade, etc.

– Defende o regresso da BT?

– Não é uma questão de nome. É de espírito, de formação e, sobretudo, de coordenação.

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