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Correio da Manhã

Portugal
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Mais horas na escola

O Ministério da Educação (ME) quer um maior acompanhamento dos alunos do Ensino Básico, num projecto de “construção de uma escola a tempo inteiro”. Pretende o Ministério que os docentes passem a dedicar mais tempo efectivo às actividades curriculares – estudo acompanhado, discussão de projectos ou suprimento de faltas de outros professores.
14 de Julho de 2005 às 00:00
O Governo quer garantir que os alunos do Ensino Básico tenham estudo acompanhado fora das aulas
O Governo quer garantir que os alunos do Ensino Básico tenham estudo acompanhado fora das aulas FOTO: Pedro Catarino
A medida foi anunciada ontem pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e passa pela reorganização dos horários dos professores, já a partir do próximo ano lectivo – que se inicia entre 12 e 16 de Setembro.
O horário dos professores é actualmente de 35 horas semanais, mas apenas 22 horas são destinadas ao ensino. “Serão os conselhos executivos de cada escola, mediante as condições humanas e físicas, a decidir quais as actividades e quantas horas é que os docentes ocuparão com estas actividades”, disse ao CM fonte do gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues.
Sobre as dúvidas colocadas pelos sindicatos de professores – falta de espaços e de equipamentos– o ME explica que “ainda não é possível saber quais os problemas que terão de ser resolvidos”.
Quanto ao 1.º Ciclo, metade das escolas podem ficar abertas até às 17h30, já no próximo ano. Para além de aulas de Inglês – que chegará a 25 por cento dos alunos – está previsto o acompanhamento dos trabalhos de casa durante o período extralectivo. “É viável com os professores que estão actualmente nas escolas”, garante a mesma fonte.
PROPRINAS 'LIVRES' NO 2º CICLO
A Comissão Parlamentar de Educação aprovou ontem a redacção final das alterações à Lei de Bases do Sistema Educativo, para permitir a adopção por Portugal do Processo de Bolonha, que reduz o tempo das licenciaturas. O artigo relativo à fixação de propinas teve os votos contra do PCP, BE e de um deputado do PS, Pedro Nuno Santos, secretário-geral da Juventude Socialista. Só no 1.º ciclo é que as propinas terão um limite máximo. “Era importante que o 2.º ciclo tivesse propina fixa, pois assim criam-se desigualdades entre os cursos e os alunos e perde-se uma oportunidade de ter mais mestres”, disse Pedro Nuno Santos. No 2.º ciclo só há limite em áreas com legislação própria ou em que as ordens profissionais exijam a frequência para aceder à profissão. Para 2005/06, o Governo disponibilizou 47001 vagas no Ensino Superior.
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