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Correio da Manhã

Portugal
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Mais obras sob suspeita na zona dos fogos de Pedrógão Grande

Comissão tem denúncias de fraude nos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera.
José Durão 8 de Setembro de 2018 às 01:30
Presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Marcelo Rebelo de Sousa quer esclarecer fraude das casas em Pedrógão este ano
Casa em Pedrógão Grande
Casas de Pedrógão Grande estão sob suspeita
Presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Marcelo Rebelo de Sousa quer esclarecer fraude das casas em Pedrógão este ano
Casa em Pedrógão Grande
Casas de Pedrógão Grande estão sob suspeita
Presidente da Câmara de Pedrógão Grande
Marcelo Rebelo de Sousa quer esclarecer fraude das casas em Pedrógão este ano
Casa em Pedrógão Grande
Casas de Pedrógão Grande estão sob suspeita
Há pelo menos "dois ou três casos de Castanheira de Pera e um de Figueiró dos Vinhos" a juntar ao grupo de "vinte e tal" casos de alegado compadrio nas reconstruções de Pedrógão Grande. A revelação foi ontem feita por Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande, à entrada da reunião da Comissão Técnica do Fundo Revita, levada a cabo em resposta ao inquérito levantado pelo Ministério Público para investigar alegadas irregularidades na atribuição de fundos para reconstrução das casas afetadas pelos incêndios de junho de 2017.
"A Comissão Técnica vai avaliar todos os casos que merecem dúvidas", clarificou o autarca de Pedrógão Grande.

Antes de retornar aos trabalhos, Valdemar Alves leu uma declaração oficial aos jornalistas, que concluiu afirmando que "a verdade tem de vir ao de cima, como o azeite". Ontem, explicou que vai delegar a coordenação da Comissão Técnica aos autarcas de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera quando os casos de Pedrógão Grande estiverem em análise, de forma a "dar um bocadinho de independência aos membros da Comissão Técnica", acrescentou ainda.

"Somos mandatários de milhares de gestos puros e altruístas dos portugueses, num movimento de solidariedade como não houve outro igual", disse. "É preciso que Portugal saiba que Pedrógão Grande respondeu e correspondeu e que mais de 70 por cento das casas estão reconstruídas e as pessoas realojadas num tempo recorde", frisou Valdemar Alves.

Área ardida até 31 de agosto ficou pelos 36 mil hectares em 8955 incêndios 
u Este ano, entre 1 de janeiro e 31 de agosto, registaram-se 8955 incêndios no País, que resultou numa área ardida de 36 152 hectares. Os dados são do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), representam o segundo valor mais baixo de ignições, e o terceiro mais reduzido de área ardida da última década. 

Segundo a ANPC, "a vigilância e a deteção precoce deram uma taxa de sucesso de 98% no combate aos fogos". Em agosto, mês com mais ocorrências, registaram-se 2562 fogos. O incêndio de Monchique foi o único com mais de mil hectares de área ardida.
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