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Correio da Manhã

Portugal
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Mais riscos na creche de Mem Martins

As crianças do colégio Os Pequenos Traquinas, em Mem Martins, poderão estar a correr riscos mais graves do que os relatados ontem pelo CM, na sequência das mordidelas que o pequeno Duarte, de 16 meses, foi alvo. Está em causa o abastecimento de gás GPL a uma cozinha instalada numa cave.
19 de Novembro de 2005 às 00:00
O caso foi denunciado em Agosto último por um especialista na área, que também tinha uma filha inscrita na creche. Marco Pereira garante que “a situação se arrasta desde Abril do ano transacto”, tendo alertado os reponsáveis da escola para os perigos a que estavam sujeitos.
“Informei a escola de que era ilegal. Fizerem orelhas moucas. A directora disse-me para não me preocupar”, referiu em declarações ao CM esclarecendo que “o Gás de Petróleo Liquefeito, onde estão enquadrados os gases mais usuais – botano e propano – não pode ser utilizado em qualquer tipo de edificação que seja considerada cave”.
Como não obteve qualquer reacção da escola aos seus alertas, Marco Pereira retirou a filha da creche e fez seguir, em Agosto deste ano, uma queixa para a Camâra de Sintra. A autarquia, segundo relata, encaminhou o processo para a Divisão de Fiscalização Municipal.
O queixoso duvida que o local já tenha sido inspeccionado, garantindo que “o projecto de instalação do gás só foi feito em Julho ou Agosto deste um ano”. De acordo com o a lei, explica, “o projecto tem de ser submetido à apreciação da entidade inspectora, antes da câmara emitir a licença de obra”.
Pelo segundo dia consecutivo o CM não conseguiu falar com a directora da escola. Os pais reuniram-se ontem para saber o que se passa com a segurança das suas crianças.
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