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Mais um dia sem banhos no Inatel

A interdição à prática balnear, imposta desde terça-feira na praia do Inatel, em Albufeira, devido a duas descargas sucessivas de águas poluentes, provenientes da ribeira de Valemagunde, vai manter-se durante o dia de hoje, revelou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR).

29 de julho de 2005 às 00:00

Esta entidade só decidirá a reabertura da praia após serem conhecidos os resultados das novas análises feitas pela Administração de Saúde. As anteriores, feitas terça-feira, indicavam “qualidade de água aceitável”.

Entretanto, a Câmara de Albufeira já mandou enterrar os detritos e procedeu à limpeza do areal com máquinas. As descargas, a primeira das quais ocorreu na terça-feira – conforme o CM noticiou – tendo a segunda acontecido na quarta, provocaram a revolta entre banhistas e moradores, que acusam as entidades competentes de “não resolverem definitivamente o problema.” “Era um cheiro nauseabundo. Parecia um rio de dejectos em direcção ao mar”, revelou ao CM, Jorge Borges, turista alojado no Inatel, que testemunhou, anteontem, a descarga no areal.

Segundo o presidente da Câmara de Albufeira tratou--se de duas situações distintas. A primeira esteve associada a uma avaria no sistema de abastecimento de água à cidade, que provocou o aumento do volume da ribeira, cujo curso finaliza junto ao mar. Desidério Silva alega que anteontem a descarga no areal ficou a dever-se à “forte intensidade pluvial” e consequente” arrastamento de águas para a mesma ribeira”.

GRAVES PREJUÍZOS NA RESTAURAÇÃO

A “imagem” do Inatel, há décadas associado à praia com o mesmo nome, localizada na parte central de Albufeira, foi “seriamente afectada” devido às descargas poluentes, revelou ao CM o administrador do empreendimento no Algarve, que aponta para prejuízos financeiros na ordem dos 60%, no bar de apoio e na esplanada que servem aquela zona concessionada. “Em termos económicos futuros é difícil avaliar para já, mas terá, sem dúvida, um impacto negativo”, salientou Adílio Duarte. A ocupação no empreendimento atinge actualmente os 95% e embora não tenham sido desmarcadas reservas, o mesmo responsável receia que o Inatel seja eventualmente associado ao problema, por parte de utentes menos informados, dando assim origem a cancelamentos.

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