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Correio da Manhã

Portugal
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Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas

Dois operacionais foram espancados no quartel por uma multidão em fúria há uma semana.
Lusa 9 de Novembro de 2019 às 16:47
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
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Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Manifestação de apoio aos bombeiros agredidos em Borba junta mais de 300 pessoas
Mais de 300 pessoas manifestaram-se este sábado em frente ao quartel dos Bombeiros de Borba em solidariedade para com os dois operacionais feridos há uma semana, numa iniciativa em que participou o deputado do partido Chega, André Ventura.

Aos poucos, as pessoas foram-se juntando nas imediações do quartel para a manifestação que estava marcada para as 15:00 e cujos promotores são desconhecidos, tendo o evento sido divulgado através do grupo "Amigos de Borba" da rede social Facebook.

Já passava das 15:30 quando os participantes se aproximaram do quartel, em cuja escadaria se reuniram elementos da direção da associação humanitária da corporação de Borba e bombeiros de corporações vizinhas, como Vila Viçosa, que agradeceram aos presentes o apoio e solidariedade.

Ivone Figueira, de 66 anos, mãe de um dos bombeiros que ficou ferido na madrugada do sábado passado, aquele que "levou com vidro nas costas", disse à agência Lusa estar "comovida com tanta gente" que se juntou à iniciativa.

"Nunca pensei encontrar aqui tanta gente", admitiu, satisfeita pelo apoio à corporação, na qual os seus dois filhos são bombeiros.

Na manifestação deste sábado, frisou, "não podia faltar" e "tinha mesmo de estar presente", até porque ainda tem bem "vivas" as recordações dos acontecimentos de há uma semana.

"Meu Deus, como é que se sente uma mãe quando sabe que o filho é agredido? Foi assim que eu me senti. Fui logo telefonar a ver se ele estava bem e estava", disse, acrescentando, contudo, que o filho "tremia que nem 'varas verdes' e andou um dia inteiro nervosíssimo".

Ivone Figueira lamentou que os bombeiros deixem "o conforto da casinha" para irem para o quartel "dormir" e "fazer serviços" para depois acontecerem "estas coisas assim", as quais, "oxalá, nunca mais se repitam".

Mas, este sábado à noite, vai ficar outra vez com o "coração nas mãos", já que o filho agredido "fica outra vez" de serviço no quartel: "Apesar de ter quase a certeza de que eles não vêm fazer [o mesmo] duas vezes seguidas, mas não sabemos".

A manifestação, que decorreu calmamente, contou com muitos participantes de Borba, mas também alguns vindos de longe, de Lisboa ou de Portalegre, e vários bombeiros à civil, de corporações vizinhas, constatou a Lusa no local.

Ana Rita Amaral e o marido, com uma "companhia" especial, uma das araras de que são criadores, tal como de papagaios, rumaram de Portalegre e só pararam em Borba, para apoiar os bombeiros e o deputado do partido Chega.

"Viemos dar o nosso apoio aos bombeiros de Borba", a quem aconteceu "uma coisa horrível", e a "André Ventura, que tem feito um trabalho excelente", afirmou Ana Rita Amaral, com a arara "Aurora" no ombro, a qual ainda é nova, mas que, dentro de quatro anos, prometeu, já vai saber "dizer 'Chega' na campanha" eleitoral.

O deputado único do Chega, que tinha uma reunião com a direção dos bombeiros de Borba às 14:30, mas que chegou pouco depois das 15:30, já a manifestação tinha começado e à qual se juntou uns minutos, afirmou aos jornalistas ter-se deslocado à cidade para mostrar que está "ao lado" destes operacionais.

"O politicamente correto tem morto este país há muito tempo e hoje é o momento de dizermos" que estas "agressões não se podem voltar a repetir, sejam da comunidade cigana, sejam de qualquer outra", argumentou.

O parlamentar reiterou que vai propor no parlamento a criação de "um estatuto especial de proteção" para bombeiros e forças da Proteção Civil e para "tornar crime público qualquer tipo de agressão" contra estes, incluindo o agravamento de penas.

André Ventura visitou, depois, as instalações e reuniu-se com a direção dos bombeiros, acabando a manifestação por dispersar, embora diversas pessoas tenham entrado no quartel e esperado que terminasse o encontro.

Já antes, o comandante dos bombeiros, Joaquim Branco, tinha agradecido o apoio aos manifestantes e garantido que a corporação irá continuar "a garantir a segurança de todos os cidadãos", não só do concelho, como "dos concelhos vizinhos ou do país".

Na madrugada de sábado, por volta das 00:30, dois bombeiros de Borba sofreram ferimentos ligeiros - um deles por agressão a murro e outro devido a vidros partidos da porta principal - numa ocorrência que envolveu a invasão do quartel por um grupo de cerca de 20 pessoas, tendo, posteriormente, três homens sido identificados pela GNR e o processo seguido para o Ministério Público.

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