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Correio da Manhã

Portugal
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MANUELA GANHA TALUDA

O primeiro e o terceiro prémios da Lotaria do Natal não foram vendidos, tendo ficado 10,2 milhões de euros em jogo por atribuir. Esta verba, segundo Maria de S. José Louro, do Departamento de Jogos da Santa Casa, será repartida entre o Estado (um terço) e a Misericórdia (dois terços). O Ministério de Manuela Ferreira Leite encaixa 3,4 milhões de euros e a Santa Casa 6,8 milhões de euros.
23 de Dezembro de 2003 às 00:00
A verba que cabe à ministra das Finanças será contabilizada como receita de impostos e será aplicada, entre outras coisas, na redução do défice público. “O Ministério das Finanças mostra-se satisfeito com esta inesperada contribuição de receita, que irá reverter para o bem de todos os portugueses”, comentou ao CM fonte oficial do Ministério de Ferreira Leite. Já a Santa Casa irá afectar esta verba ao orçamento das suas actividades sociais.
O único prémio que foi integralmente vendido foi o segundo, no valor de 500 mil euros. Foi vendido pela Casa da Sorte, a 2.ª série na loja do Centro Comercial Colombo e a 1.ª série distribuída, em fracções (vigésimos) por vários revendedores. Quanto à 2.a série, ontem à tarde, na loja do Colombo afirmaram ao CM desconhecer se o bilhete teria sido vendido por inteiro ou em fracções e que “ainda é muito cedo para saber porque ninguém veio reclamar”. De resto, adiantam que, em caso de prémio chorudo, “as pessoas costumam dirigir-se directamente à Santa Casa, nem passam pela loja”. Já a primeira série teve sete vigésimos distribuídos em Lisboa (desconhecidos, dois na Buraca e um em Corroios. A maior fatia (10 fracções), foi requisitada, pelo Quiosque Olá, de Odivelas, desconhecendo o proprietário a quem ou a quantas pessoas terá vendido os números premiados.
Pelas mãos da Casa Viola, Lisboa, passou o primeiro bilhete premiado, mas este acabaria por ser devolvido à Santa Casa. A devolução fez-se minutos antes do sorteio que foi realizado às 12h30.
Este mecanismo provocou alguma confusão na sua filial do Centro Comercial Colombo, onde as primeiras informações davam conta de que a taluda teria sido ali vendida. Depressa a euforia deu lugar à decepção. O mesmo terá acontecido com a empresa de Jaime Lopes, na aldeia de Merceana, Alenquer, que teve nas suas mãos o terceiro bilhete premiado.
Apesar de ter sido transmitida em directo pela televisão, a extracção da Lotaria foi acompanhada por cerca de um centena de pessoas que se deslocaram às instalações da Misericórdia. À saída a desilusão estava-lhes estampada no rosto.
NÚMEROS PREMIADOS
O primeiro prémio da Lotaria do Natal coube ao número 57 455, contemplado com 10 milhões de euros (seis milhões de euros para a série sorteada – a primeira – e quatro milhões de euros para a segunda). O número do segundo prémio é o 45 975, que receberá 500 mil euros (250 mil euros por série). O terceiro prémio, no valor de 200 mil euros (100 mil euros por série), coube ao número 38 003. O primeiro e o terceiro prémios estiveram à venda, mas acabaram por ser devolvidos à Santa Casa. Apenas o segundo prémio foi vendido ao público pela Casa da Sorte. A primeira série foi vendida no Centro Comercial Colombo e a segunda foi fraccionada.
'EL GORDO'
DOIS MILHÕES
O primeiro prémio da Lotaria de Natal espanhola, conhecido por ‘El Gordo’, no valor de dois milhões de euros por série, coube este ano ao n.º 42 473. Foi vendido em várias localidades.
CONTEMPLADOS
Outros prémios de Espanha couberam aos números 24 635 (2.º); 18 693 e 12 956 (4.os). Os contemplados não receiam mostrar a ‘Sorte’ e até os vendedores festejam.
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