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Correio da Manhã

Portugal
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Mar galga duna da praia de Moledo

O mar destruiu nos últimos dias parte da duna primária da praia de Moledo, em Caminha, a norte de uma zona já afectada este ano, disse esta quarta-feira à Agência Lusa o presidente da junta local.
2 de Novembro de 2011 às 12:51
Mar galgou duna da praia de Moledo
Mar galgou duna da praia de Moledo FOTO: d.r.

Apesar de, "para já", não estarem casas em risco, o autarca de Moledo, Joaquim Seixo, garante que a situação "é bastante complicada" já que o mar "galgou a duna" e "começa a entrar" no Pinhal de Camarido, uma área protegida do concelho de Caminha.  

"O mar está a investir fortemente naquela zona, a duna primária está quase desfeita. Estamos a registar uma erosão bastante acentuada", sublinhou o autarca de Moledo.  

Esta situação acontece praticamente em frente ao Forte da Ínsua, alguns metros a norte do local onde em Fevereiro uma situação semelhante ameaçou um moinho convertido em habitação. Na altura, a junta de Moledo, proprietária do edifício, colocou pedras para suportar os alicerces do moinho, mas a intervenção de fundo na praia, que face ao avanço do mar ficou reduzida a cerca de metade da sua extensão, deveria acontecer em Setembro.  

"Havia a promessa de ser feito alguma coisa pelo Polis do Litoral Norte, mas até agora nada. Estão à espera que a situação se complique mais", ironizou Joaquim Seixo. Na altura, o mar avançou sobre o arruamento paralelo à praia e chegou perto de outras habitações, além de ter destruído um guarda-corpos do paredão em cerca de trinta metros.  

Contactado hoje de manhã pela Agência Lusa, o vice-presidente da Câmara de Caminha garantiu que o projecto para consolidar a duna primária de Moledo já foi desenvolvido pelo Polis do Litoral Norte e custará cerca de 350 mil euros.  

Flamiano Martins admite, contudo, que para a obra avançar ainda é necessário garantir a comparticipação nacional, no valor de 70 mil euros e que "será da responsabilidade da Administração Regional Hidrográfica do Norte".  

"É uma intervenção urgente, mas já o dizemos há meses. Porque se houver uma derrocada na zona do moinho, em que a situação se agravou na última noite, poderemos ter a água a chegar às habitações que estão ali perto", explicou ainda Flamiano Martins.   

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