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Correio da Manhã

Portugal
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Mar mais calmo

O mar voltou a bater, na madrugada de domingo, à porta da casa com o número 30, na Cova dos Vapores, Costa de Caparica. Mas desta vez não entrou, como acontecera na noite anterior.
28 de Março de 2005 às 00:00
“Passei a noite angustiado, com medo de ser empurrado outra vez por uma onda”, disse ao CM José Ferreira, proprietário da casa que anteontem foi arrombada pela fúria do mar. “Hoje (ontem) o mar está mais calmo. O vento mudou, mas a espuma indica que se trata de marés vivas”, explicou José em tom de análise.
Anteontem o mar galgou as rochas e entrou na casa do septuagenário. À noite um responsável do Instituto da Água (INAG) esteve no local a avaliar a situação. É que antes a muralha que trava o mar era mais alta. Em Novembro, as obras deixaram o muro mais curto. “Era por causa da vista”, explicou José.
Mas com a subida do mar, a água ultrapassa a pedra e chega às casas que ali se encontram. A Associação de Moradores já tinha avisado, por carta, o INAG. Mas ainda não tinha obtido resposta. Agora está em curso um abaixo-assinado, para que a muralha ganhe outra vez mais altura.
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