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Correio da Manhã

Portugal
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MAR ROUBA VIDA A JOVEM DE 23 ANOS

Um jovem de 23 anos, natural de Rio Tinto, afogou-se anteontem à tarde, por volta das 17h, no mar da praia do Areão, na Vagueira, concelho de Vagos.
23 de Agosto de 2004 às 00:00
Os Bombeiros de Vagos já vão no segundo dia de buscas no mar
Os Bombeiros de Vagos já vão no segundo dia de buscas no mar FOTO: Rita Rodrigues
Rui Miguel Santos, que trabalhava na Cooperativa de Oliveira do Bairro, encontrava-se com a namorada e mais duas amigas numa praia sem vigilância.
De acordo com as informações dadas pelo pai ao CM, o náufrago "sabia nadar", mas adianta "estas coisas acontecem sem se saber muito bem como. Está-se muito bem, mas de repente perde-se o controlo", afirma Manuel Santos.
Segundo relataram algumas pessoas que testemunharam ao afogamento, Rui Santos estava no mar com a namorada, mas começaram a afastar-se bastante.
"O mar estava muito ondulado e a corrente estava a puxar com muita força e eles devem ter perdido o pé", conta João Matos, que ainda assistiu à tentativa de socorro de um bote que se encontrava próximo do casal. "As pessoas do barco ainda conseguiram puxar a rapariga para dentro, mas a corrente acabou por levar o rapaz".
Manuel Celso Santos, de 49 anos, ainda não acredita que o filho esteja desaparecido. Deslocou-se até à praia da Vagueira ainda de madrugada, numa tentativa desesperada de ver o filho aparecer.
"O mais triste é ficar-se aqui o tempo todo, sem uma esperança de que ele ainda esteja vivo", desabafa.
BOMBEIROS E CURIOSOS
A praia do Areão na Vagueira tornou-se ontem alvo de uma autêntica romaria. Logo pela manhã começaram a chegar muitos curiosos para assistir às operações levadas a cabo pelos bombeiros no sentido de procurar o corpo do Rui Miguel Santos, de 23 anos. Muitas das pessoas estão mesmo a passar férias naquela zona, mas também houve quem tivesse confessado que passou por lá, por curiosidade.
"Ouvi a notícia na televisão e vim de propósito à praia para ver se descobriam o rapaz", explicou Maria Correia, de Vagos. António Teixeira, pescador de profissão, aventurava-se mesmo a adivinhar quando é que o corpo apareceria.
"Dentro de três dias ele começa a inchar e ao boiar vê-se melhor". Os bombeiros, no entanto, mantêm as buscas no mar e também junto à costa. A corporação de Vagos mobilizou três viaturas e 17 homens e conta ainda com a colaboração do Instituto de Socorro a Náufragos, da Polícia Marítima, de mergulhadores e de vários particulares que com parapentes têm sobrevoado o mar à procura do corpo.
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