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Correio da Manhã

Portugal
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Marido de mulher que drogou bebé perdoou-a: "É boa mãe"

Rosa Cruz arrisca 20 anos de cadeia. Admitiu que filhos sabem que ela pode ser presa.
Liliana Rodrigues 14 de Novembro de 2018 às 01:30
Rosa Cruz à chegada ao tribunal
Rosa Cruz à chegada ao tribunal
Rosa Cruz à chegada ao tribunal
Rosa Cruz à chegada ao tribunal
Rosa Cruz à chegada ao tribunal
Rosa Cruz à chegada ao tribunal
Desconcertante. Foi assim o testemunho de Domingos Alves, marido da portuguesa que está a ser julgada em França por esconder, durante 23 meses, a filha na mala do carro.

"O que fez à menina foi uma pena, não o deveria ter feito. Mas é uma boa mãe e, se lhe quisesse mal, matava-a. E não o fez", começou por dizer Domingos, perante o olhar chocado de juízes, advogados, jurados e público.

O operário de construção civil, 45 anos, chegou de ambulância por estar hospitalizado após ter fraturado uma perna e manteve-se sempre apático, mesmo quando disse que "a família seria mais feliz se a pequena Serena voltasse para casa".

Confrontado com uma queixa por violação, que acabou arquivada, negou o crime: "Ela é que se meteu à minha frente, que provocou, que se despiu", avançou, calmamente, enquanto encolhia os ombros.

Rosa Cruz - que arrisca 20 anos de prisão por maus-tratos agravados e continuados sobre criança – esclareceu o depoimento do marido.

"Foi criado em Portugal, lá é normal ser machista, ir para o café. Gostaria que estivesse mais com a família, mas nunca foi violento. Ele perdoou-me", explicou antes de afirmar: "Os meus filhos sabem que posso ir presa."

O psiquiatra que acompanha Rosa Cruz referiu que os "comportamentos da arguida são inexplicáveis à luz da medicina".
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