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Correio da Manhã

Portugal

Mascarado com peruca assalta Banif de Gaia

O grupo de indivíduos, quatro ou cinco, que tem assaltado diversas dependências bancárias no Grande Porto, conseguiu anteontem fazer o roubo mais proveitoso das últimas semanas: levou 100 mil euros do cofre da Caixa Geral de Depósitos, em Vermoim, na Maia, após intimidar, sob ameaça de arma, clientes e funcionários.
31 de Maio de 2007 às 00:00
A a gência do BANIF de Vila Nova de Gaia foi assaltada por um homem sozinho que fugiu a pé
A a gência do BANIF de Vila Nova de Gaia foi assaltada por um homem sozinho que fugiu a pé FOTO: António Rilo
Ontem, houve mais um roubo a um banco, desta vez em Arcozelo, Vila Nova de Gaia, mas ainda não é liquido que se trata de um indivíduo do mesmo grupo. Aliás, as autoridades admitem que seja um solitário que apenas terá “imitado” alguns pormenores utilizados pelo gang conhecido como o das ‘perucas’. Neste caso, o suspeito terá mesmo usado uma como disfarce.
No restante, o homem que ontem assaltou o Banif difere em tudo do grupo que tem vindo a espalhar o terror nas dependências bancárias do Grande Porto. Aparentava entre 40/45 anos (cerca de dez anos mais velho do que os elementos do grupo que a PJ procura) e o assalto não foi pautado pela mesma ânsia de levar uma grande quantia.
No roubo de ontem, o indivíduo, que usava ainda óculos escuros, apenas levou uma pequena quantia que o funcionário guardava em caixa, não tendo aguardado pela abertura do cofre. Saiu calmamente a pé, aparentemente porque alguém o esperava nas imediações.
“Não me apercebi do assalto. Só vi um indivíduo sair calmamente do banco e mais tarde percebi que era o ladrão. Usava uma gabardine, boné e cabelo comprido”, disse ao CM Sérgio Pereira, dono de um café próximo, assegurando que o indivíduo terá esperado pela sua vez na fila da dependência bancária, para roubar o dinheiro da caixa. “Não parecia nervoso. Na altura, só me chamou a atenção por não o conhecer e isto ser uma zona residencial”, concluiu.
ARMADOS COM GRANDAS
O grupo de mascarados que a PJ procura pode ter feito já mais de uma dezena de assaltos. Sabe-se apenas que a maioria será estrangeira e que nos últimos meses tem actuado com bigodes e cabeleiras postiças. Mesmo assim, as autoridades acreditam que possa tratar-se de um grupo que o ano passado terá feito também assaltos a bancos. O modus operandi é muito semelhante ao utilizado nos últimos roubos, tal como a calma e o uso de armas de guerra. Também nessa altura, tal como agora, os indivíduos teriam granadas e pistolas de elevados calibres, tendo conseguido desarmar dois elementos da GNR que estavam no banco. Ainda segundo o CM apurou, tudo indica que se trate de estrangeiros, podendo o grupo ser de alguma forma itinerante. Ou seja, mudar de alvo (país) sempre que a vigilância policial aperta. Ou então, tal como anteontem, sempre que o produto do roubo é proveitoso e lhes permite “descansar” durante algum tempo. Fonte policial disse ainda ao CM que a calma revelada mostra que se trata de indivíduos altamente “profissionais”.
PORMENORES
VALORES
O assalto mais proveitoso do grupo tinha sido de 18 mil euros. Mas anteontem o gang conseguiu roubar cerca de 100 mil euros no cofre da Caixa Geral de Depósitos, em Vermoim, na Maia.
PERIGOSO
O grupo ainda não protagonizou qualquer acto de violência. No entanto, a calma que revelam e a posse de granadas indicia tratar-se de um gang altamente perigoso e profissional.
REACÇÃO
Os funcionários bancários têm instruções para não reagir aos assaltos. Da parte dos bancos, as instruções são também para guardarem pequenas quantias nos cofres das dependências.
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