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Correio da Manhã

Portugal
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Mata filha com 18 facadas

Desferiu violentamente 18 facadas no corpo da filha, de apenas dez anos, quando aquela se encontrava na cozinha e carregou o corpo completamente ensanguentado da pequena Índia até à sala de estar, onde a abandonou. Esta é a convicção dos inspectores da Polícia Judiciária que acreditam que Sérgio Estorões, que ontem começou a ser julgado no Tribunal de Braga pela morte da filha e da companheira Zulmira Tarmamade, em Maio do ano passado, terá matado a família em menos de 15 minutos.
2 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Sérgio Estorões está acusado de matar a filha e a companheira
Sérgio Estorões está acusado de matar a filha e a companheira FOTO: Nuno Fernandes Veiga

"O sangue estava quase todo na cozinha e não havia rasto até à sala. Há uma enorme probabilidade de a criança ter sido transportada pelo pai. Não sabemos é se ainda viva ou já morta", disse um inspector da PJ .

Diante do colectivo de juízes, Sérgio Estorões, de 36 anos, apresentou uma versão totalmente diferente. Garantiu que Zulmira o tentou agredir e que durante a discussão aquela matou a filha.

"Disse-lhe que a ia abandonar porque não gostava que ela se prostituísse e que ia levar a menina comigo. Ela tentou agredir-me com uma faca e a Índia meteu-se no meio de nós. Depois ela foi à casa de banho, a criança foi atrás e depois já só vi a menina morta", disse Sérgio.

O homicida explicou que perseguiu então Zulmira até ao elevador e que a matou à facada. "Desferi-lhe facadas de forma compulsiva. Fiquei louco com o que ela fez", adiantou.

Sérgio explicou ainda que depois de matar a companheira foi para o quarto e tentou suicidar-se. A certo momento terá ainda ouvido gemidos da pequena Índia e tentou ajudá-la. "Ia acudir a minha filha mas escorreguei e desmaiei", disse.

A versão do homicida causou várias dúvidas aos juízes. "Viu a sua filha ensanguentada no chão e em vez de a ajudar foi matar a sua companheira? Não é normal num ser humano", disse a juíza.

Ontem foi ainda ouvida Cinezia, ama de Índia, que garantiu que Zulmira era frequentemente agredida.

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