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Correio da Manhã

Portugal

Mata homem por não poder pagar renda

Homicida foi condenado a 18 anos de prisão.
15 de Julho de 2015 às 21:09
O homicida deu várias pancadas na cabeça do procurador da senhoria, com um martelo e com um haltere em ferro
O homicida deu várias pancadas na cabeça do procurador da senhoria, com um martelo e com um haltere em ferro FOTO: Ricardo Cabral
O homem que em 2014 matou o procurador da proprietária da casa onde vivia, na região de Sintra, por não pagar a renda, foi condenado a 18 anos de prisão, indicou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, um acórdão da Instância Central Criminal de Sintra condenou o arguido à pena única de 18 anos de prisão, designadamente 17 anos e seis meses pelo homicídio qualificado e um ano por furto do telemóvel da vítima.

A PGDL adianta que, em setembro de 2014, o arguido "confrontado com a incapacidade de pagar a renda da casa onde habitava, por ter ficado desempregado", conseguiu atrair à casa o procurador da senhoria "com o falso pretexto de lhe pagar as rendas em atraso".

Mata homem à pancada
Na habitação, o homem deu várias pancadas na cabeça do procurador da senhoria, com um martelo e com um haltere em ferro, até este morrer, tendo, de seguida, arrastado o corpo da vítima até uma marquise, onde o deixou, depois de lhe ter furtado o telemóvel.

A PGDL adianta que a pena aplicada corresponde ao pedido formulado pelo Ministério Público em sede de alegações, tendo o arguido beneficiado de atenuantes da "confissão integral, da juventude e ausência de antecedentes criminais".
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