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Correio da Manhã

Portugal
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Mata militar da GNR por ciúmes

João Aperta, cabo de 55 anos, na reserva, foi emboscado à saída de café e assassinado com tiro de carabina na cabeça. Rival barricou-se e foi preso.
25 de Dezembro de 2013 às 17:51
GNR montou operação em Pias para retirar homicida de casa, depois de ter morto o cabo João Aperta (foto pequena) e de ter atingido carros a tiro
GNR montou operação em Pias para retirar homicida de casa, depois de ter morto o cabo João Aperta (foto pequena) e de ter atingido carros a tiro FOTO: Hugo Rainho

João Cotovio, de 34 anos, já manifestara o desagrado com os piropos dirigidos à companheira – 22 anos mais velha – por clientes do café onde ela trabalha, em Serpa. Até que, na segunda-feira à noite, não aguentou os ciúmes de um suposto envolvimento de um GNR na reserva com a mulher.

Esperou que os dois saíssem do café e após uma troca de tiros, João acabou por atingir o rival com dois tiros de carabina de calibre .22. O cabo da GNR na reserva, João Aperta, de 55 anos, não resistiu aos graves ferimentos numa perna e na cabeça. Morreu, pelas 22h30, à porta da oficina de que era atualmente proprietário, na rua Ramon de la Féria. A companheira do suspeito, de 56 anos, refugiou-se do tiroteio na casa de uma vizinha.

"Só por um milagre não foi atingido mais ninguém na rua. Há buracos de balas no banco do jardim, no vidro de um carro e em paredes", referiu ao CM um vizinho, que ouviu apenas os tiros.

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Ao ver a vítima no chão, o agressor fugiu depois com a arma do crime e com a pistola do ex-militar. Seguiu em direção à localidade de Pias, a 15 quilómetros de Serpa, e barricou-se numa casa emprestada por um amigo.

Cercado por dezenas de militares, João acabou por entregar-se pelas 12h00 de anteontem. Foi detido e conduzido ao posto da GNR de Serpa, onde está detido a aguardar por ser presente a tribunal. Será ouvido esta manhã por um juiz.

Na cidade alentejana, o homicídio não surpreendeu a população. "Já tinha havido ameaças entre eles. Tudo por causa da mulher. Dizem até que o que matou tinha três ou quatro nomes para ajustar contas", referiu um popular, que preferiu o anonimato. Esta fonte referiu ainda que o agressor, trabalhador agrícola, era pouco conhecido. "Sabemos que é do Norte. O GNR todos conheciam. Era boa pessoa e um bom mecânico."

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