Homem mata mulher na cama e vai passear o cão

Júlio Rodrigues discutiu com Margarida Castro por esta estar a fumar no quarto, no Porto.
Por Ana Isabel Fonseca|02.12.18

Júlio Rodrigues aproveitou-se da debilidade física da companheira, que sofria de várias doenças, para a maltratar e deixar em situação de completo abandono. A mulher, de 54 anos, passava os dias praticamente sozinha, num quarto sem quaisquer condições, no Porto. Na madrugada de 19 de junho, o homem discutiu de forma violenta com Margarida Castro por esta estar a fumar no quarto. Espancou-a e estrangulou-a até à morte. E foi passear o cão à rua.

O homem, de 46 anos, em prisão preventiva, está agora acusado de homicídio qualificado. "Logo após o sucedido o arguido prosseguiu com a sua vida normalmente como se nada se tivesse passado e ainda teve a frieza de ir passear o cão pelas 04h00", pode ler-se na acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto.

Segundo o processo consultado agora pelo CM, Margarida e Júlio mantinham uma relação há mais de doze anos, vivendo com apoios da Segurança Social. Sempre residiram em quartos sem condições, tendo no início de junho ido viver para um espaço localizado num sótão na rua Barão São Cosme. O quarto não tinha água nem luz e nem sequer tinha porta de entrada.

Na madrugada do crime, Júlio Rodrigues ficou furioso por ver que a companheira estava a deambular no quarto e a fumar. Exigiu que aquela fosse dormir, mas Margarida recusou. O homem desferiu então vários estalos e murros na cara da vítima e obrigou-a a deitar-se. Logo a seguir, Margarida caiu da cama. Júlio agarrou-a pelo pescoço, atirou-a violentamente para a cama, tendo aquela batido com a cabeça. Por fim, "movido pela fúria/explosão de violência e maldade, apertou-lhe o pescoço com as mãos, impedindo-a de respirar", diz a acusação.

Júlio, que está preso desde então, alegou que a morte ocorreu na sequência de uma luta com Margarida. O homem, no entanto, não apresentava qualquer ferimento.

PORMENORES

Diz que a deixou viva
O arguido alegou no processo que quando saiu de casa para passear o cão a vítima estava viva. Só chamou os meios de socorro quando voltou a casa.

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