Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
1

Mata o amante e deixa corpo em mala no mato em Loures

Mulher tinha medo que namorado descobrisse e quis ficar com o dinheiro da vítima.
9 de Novembro de 2019 às 01:30
Corpo a ser recolhido pela polícia a 17 de outubro de 2015. Foi a autópsia feita nos dias seguintes que permitiu identificar a vítima
Tribunal
Tribunal
Corpo a ser recolhido pela polícia a 17 de outubro de 2015. Foi a autópsia feita nos dias seguintes que permitiu identificar a vítima
Tribunal
Tribunal
Corpo a ser recolhido pela polícia a 17 de outubro de 2015. Foi a autópsia feita nos dias seguintes que permitiu identificar a vítima
Tribunal
Tribunal
Um acidente de trabalho fez o namorado passar a viver na casa da mulher de 59 anos, para a ajudar a recuperar de queimaduras. Em pânico, com medo que ele descobrisse a existência de um amante, a mulher asfixiou este último, José Lavos, matando-o.

Contou com a ajuda de uma pessoa - não identificada pelo Ministério Público - e escondeu o corpo do amante numa mala de viagem, que deixou num mato em Lousa, Loures, num buraco de rochas e com pedras por cima, em agosto de 2015. Foi agora acusada pelo Ministério Público e será julgada em janeiro. 


A mala com o corpo, envolto em plástico, só veio a ser descoberta em meados de outubro desse ano, por três adolescentes que andavam de bicicleta. O cadáver de José Lavos, de 50 anos, estava em decomposição avançada. Foi identificado porque havia uma queixa de desaparecimento por uma filha, que deixou de o ver a 10 de agosto.

A PJ de Lisboa iniciou a investigação ao homicídio, e foi surpreendida ao ver levantamentos em dinheiro da conta da vítima. Os inspetores foram atrás dessa pista e descobriram que a mulher tinha usado o cartão bancário do amante, do qual sabia a código, fazendo levantamentos no valor de 760 euros da conta onde José Lavos recebia o subsídio de desemprego.

O Ministério Público sustenta que sacar dinheiro da conta do morto foi também um dos motivos para o homicídio, que terá ocorrido em casa da mulher, na Malveira, concelho de Mafra. O crime ocorreu entre 10 e 28 de agosto de 2015. A acusada e o cúmplice "desferiram pancadas em diversas partes do corpo" e asfixiaram a vítima até à morte.

O corpo foi depois posto na mala de viagem preta e escondido sob pedras no mato a 700 metros da fábrica onde a homicida trabalhava. Em buscas à casa da suspeita, a PJ encontrou uma mala da mesma marca daquela onde o cadáver foi depositado.

PORMENORES
Telemóvel usado
Em casa da mulher a PJ encontrou ainda um telemóvel que, apurou, foi usado depois do desaparecimento da vítima nos locais onde foram efetuados os levantamentos no multibanco.

Está em liberdade
O Ministério Público descreve que a mulher atuou "de forma brutal, fria e determinada". Está em liberdade acusada de homicídio qualificado, profanação de cadáver, burla e furto.

Menor chamou o pai
Foi um dos menores que viu a mala, tendo ido a correr chamar o pai, que alertou a GNR.
José Lavos Ministério Público PJ crime lei e justiça polícia questões sociais morte
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)