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Correio da Manhã

Portugal

Mata o filho com tiro no pescoço e fica com pena reduzida

Vítor Panão atingiu o filho, de 27 anos, com disparo de caçadeira.
Cláudia Machado 2 de Dezembro de 2019 às 01:30
Local onde Vítor Panão matou o filho após anos de má convivência
Nuno Panão tinha 27 anos
Local onde Vítor Panão matou o filho após anos de má convivência
Nuno Panão tinha 27 anos
Local onde Vítor Panão matou o filho após anos de má convivência
Nuno Panão tinha 27 anos

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) reduziu em dois anos e meio a pena de prisão aplicada a Vítor Panão, de 61 anos, que matou a tiro o filho, de 27, em Sesimbra, a 7 de junho do ano passado. O homem fora inicialmente condenado, no Tribunal de Setúbal, a 15 anos de cadeia por um crime de homicídio simples e outro de detenção de arma proibida. Recorreu e terá agora de cumprir 12 anos e seis meses.

O crime ocorreu na sequência de uma discussão. Vítor chegou a casa e viu que o portão da garagem estava aberto. Confrontou o filho, Nuno, e trocaram ameaças. "É pá, vai-te embora senão...", avisou o jovem, tendo o pai respondido: "Qualquer dia ainda te meto na rua". 

No meio da acesa troca de palavras, Vítor Panão dirigiu-se ao quarto, de onde retirou uma caçadeira, municiada com três cartuchos. "Regressou à cozinha e quando se encontrava a cerca de quatro metros de distância do filho apontou-lhe a espingarda e disparou um tiro, acertando na cabeça e pescoço de Nuno, o qual caiu, de imediato, no chão, sem vida", lê-se no acórdão.

Pai e filho mantinham uma relação tensa. Nuno não trabalhava e consumia drogas. Dava, com frequência, festas em casa, levando Vítor "a fechar-se no seu quarto e a tomar comprimidos para conseguir dormir".

Para a decisão do STJ pesou que o homicida "reconhece a gravidade da ação perpetrada" e manifesta "uma atitude de acatamento pela censura em que se traduz a condenação pelo crime praticado".

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