Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
3

Mata professora por "puro prazer"

Acusado de violação e homicídio, mantém-se em silêncio em tribunal. Vítima de 88 anos foi estrangulada e violada. Outra idosa revela ameaças de morte.
27 de Fevereiro de 2014 às 10:10
André Gomes começou ontem a ser julgado pela morte de uma idosa, em Vila Flor
André Gomes começou ontem a ser julgado pela morte de uma idosa, em Vila Flor FOTO: CMTV

André Gomes, de 25 anos, manteve-se em silêncio ontem de manhã, no Tribunal de Vila Flor, durante o julgamento em que é acusado dos crimes de homicídio, violação e coação. A vítima foi uma professora reformada, Isolinda Ramos, de 88 anos. A idosa foi estrangulada, sem motivo aparente. Antes, foi vítima de abusos sexuais.

Ontem, no início do julgamento, foi ouvida Maria da Conceição, uma outra idosa que também ameaçada de morte e agredida pelo arguido. Apenas teve coragem de o denunciar após a sua prisão.

Na sala de audiência, a testemunha mostrou-se muito nervosa e precisou mesmo de ser acalmada pelo presidente do coletivo. Só depois conseguiu relatar o que havia sucedido.

Depois de ouvidas todas as testemunhas, o procurador do Ministério Público (MP) procedeu às alegações finais e pediu uma pena nunca inferior a 23 anos de cadeia. "Matou-a por puro prazer. Obrigar a senhora a uma experiência sexual daquelas é matá-la antes de a matar", disse o procurador. "Não tenho dúvidas de que o arguido é culpado, as provas são claras. E o silêncio também não o favorece", concluiu.

Por seu lado, a defesa adianta que o silêncio é um direito do jovem. "O exame pericial deixa uma dúvida, podia ter sido algum familiar a cometer o crime porque o ADN não é totalmente coincidente e o silêncio é um direito. Ele podia estar a querer proteger alguém e limitou-se a estar calado", disse o advogado Paulo Barata da Cunha.

André Gomes violação homicídio tribunal professora Vila Flor cadeia Isolinda Ramos abusos sexuais
Ver comentários