Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal

MATADOURO ILEGAL

O Destacamento da Brigada Fiscal (BF) de Portimão da GNR descobriu um matadouro clandestino, numa propriedade agrícola na zona de Barão de São João (Lagos), tendo apreendido 68 carcaças de borregos, peles e diverso material de abate.
19 de Dezembro de 2003 às 00:00
As autoridades acreditam que a carne seria destinada à venda ao público em talhos do proprietário da exploração, o qual foi detido, tal como um seu funcionário.
Segundo apurou o CM, a operação da BF foi desencadeada ao fim da tarde de quarta-feira, após ter sido interceptado na estrada um camião--frigorífico com 24 carcaças de ovinos. Apesar de a carne estar carimbada como se fosse proveniente de um matadouro legalizado, os militares desconfiaram da sua autenticidade e decidiram desenvolver uma busca na propriedade. As suspeitas acabaram por se confirmar, dado que veio a ser descoberto um armazém agrícola onde se daria o abate de animais.
No local foram encontradas mais 44 carcaças prontas a serem encaminhadas para os talhos, bem como 42 quilos de pés de ovinos, 180 peles de borregos, duas de caprinos e duas de bovinos. Para além disso, foram encontrados 50 animais vivos (ovinos, caprinos e bovinos) na exploração, os quais estariam destinados ao abate.
Para surpresa dos 12 elementos da BF envolvidos na operação, foi igualmente descoberta uma viatura frigorífica igual à que fora fiscalizada na estrada. Tão igual que até a chapa de matrícula era a mesma.
Foi, por outro lado, apreendido um carimbo falso usado para atestar a origem da carne como sendo de um matadouro legal.
O armazém estava apetrechado com diverso material normalmente usado para abate de animais e desmancho das carcaças, incluindo guinchos e serras eléctricas.
TALHOS EM LAGOS
A BF acredita que a carne proveniente deste matadouro clandestino fosse encaminhada para os quatro ou cinco talhos que o proprietário da exploração agrícola possui no concelho de Lagos, embora não esteja descartada a hipótese de parte da mesma ser destinada a outros comerciantes.
As carcaças apreendidas acabaram, entretanto, por ser consideradas impróprias para consumo pelo veterinário municipal lacobrigense, devido às condições higieno-sanitárias em que se deu o abate.
Foram detidos e constituídos arguidos, sob acusação de falsificação e viciação (carimbo e viatura) e abate clandestino, o proprietário da exploração, de 50 anos, e um seu empregado, de 45.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)